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Flamengo gasta valor recorde em reforços na temporada 2026; confira

Clube rubro-negro divulga balencete e detalha transferências

3 min

01/11/2026 10:14 • Atualizado há 1 hora

Flamengo gasta valor recorde em reforços na temporada 2026; confira

Paquetá é o reforço mais caro do Flamengo para a temporada

REUTERS/Sergio Moraes

O Flamengo oficializou os números do balancete financeiro do terceiro trimestre de 2026, compreendendo os meses de julho, agosto e setembro. Com o fechamento da janela de transferências no período, o clube atingiu a marca de R$ 667,7 milhões investidos em atletas na temporada, consolidando o maior montante de sua história. Somente entre julho e setembro, as despesas com reforços e renovações contratuais somaram R$ 172,6 milhões.

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Valores de Freitas, Valencia e Paquetá

O balancete expôs detalhadamente os valores das contratações fechadas na última janela:

  • Joaquin Freitas: Teve custo total de R$ 66,7 milhões, composto por R$ 63,4 milhões entre luvas e pagamentos ao River Plate (Argentina) e R$ 3,3 milhões em intermediação (valor registrado em balancete em R$ 66,8 milhões).
  • Anthony Valencia: Custou R$ 43,9 milhões, sendo R$ 40,9 milhões entre luvas e repasses ao Royal Antwerp (Bélgica), além de R$ 3 milhões em comissões. Juntos, os dois jogadores totalizaram R$ 110,7 milhões.
  • Lucas Paquetá: Permanece como o maior investimento do ano por larga margem, adquirido no início da temporada por R$ 315,7 milhões, soma que inclui a transferência junto ao West Ham (Inglaterra), encargos fiscais, luvas e intermediações.

Arrecadação com saídas e vendas da base

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, as transferências de saída renderam uma receita bruta de R$ 174,7 milhões, número abaixo da meta estipulada de aproximadamente R$ 250 milhões. O terceiro trimestre foi o responsável pelo maior faturamento desse segmento, com R$ 67,8 milhões.

Os maiores ganhos do período vieram das negociações de Wallace Yan ao Bragantino (R$ 30,7 milhões) e de Lorran ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes (R$ 6,7 milhões). Adicionalmente, o clube recebeu R$ 27,8 milhões provenientes de mecanismo de solidariedade, participações em futuras revendas e empréstimos.

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Receitas, superávit e situação da dívida

No campo financeiro geral, o Rubro-Negro registrou um superávit de R$ 38,3 milhões no terceiro trimestre, revertendo o déficit de R$ 33,8 milhões registrado na primeira metade do ano e passando a um saldo positivo acumulado de R$ 4,5 milhões até setembro — ainda que a projeção indique fechamento do exercício em déficit.

A receita recorrente (sem considerar negociação de atletas) expandiu 11,3%, batendo o recorde de R$ 1,17 bilhão para o período. A receita bruta total alcançou R$ 1,34 bilhão, a segunda maior da história do clube para os primeiros nove meses do ano. Entre os fatores de alta destacam-se:

  • Licenciamento, patrocínio e publicidade (+42,9%);
  • Operações de jogos (+27,6%), com avanços em bilheteria (+20,6%), programa de sócio-torcedor (+28,4%) e receitas de estádio (+37,3%).

O caixa livre consolidado encerrou setembro em R$ 84,1 milhões — R$ 50,8 milhões diretamente sob gestão do Flamengo e R$ 33,3 milhões via Fla-Flu Serviços S.A., administradora do Maracanã. Já o endividamento operacional líquido fixou-se em R$ 376,1 milhões, valor 23% inferior ao pico de março (R$ 488,1 milhões), porém com acréscimo de 25,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 280,2 milhões).

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Posicionamento da diretoria

No encerramento do documento, denominado "Relatório de Transparência Econômico-financeiro", a diretoria rubro-negra publicou uma mensagem aos torcedores:

"A Nação Rubro-Negra pode seguir contando com um Flamengo que investe para vencer, sem abrir mão da responsabilidade e disciplina financeira que garantem sua solidez e sustentam sua grandeza, dentro e fora de campo."