Academia de Goleiro do Palmeiras acabou? Ex-jogador explica momento
Referência histórica no futebol brasileiro pela formação de goleiros, o Palmeiras vive um cenário inédito: não possui nenhum atleta da posição oriundo de suas
Referência histórica no futebol brasileiro pela formação de goleiros, o Palmeiras vive um cenário inédito: não possui nenhum atleta da posição oriundo de suas categorias de base no atual elenco profissional.
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Após passar mais de duas décadas revelando nomes como Zetti, Velloso, Sérgio, Marcos, Diego Cavalieri, Deola e Bruno, o clube acumula mais de dez anos de escassez de pratas da casa com protagonismo na meta alviverde.
Desde 2013, com a chegada de Fernando Prass, a posição vem sendo ocupada por nomes experientes contratados no mercado, como Jaílson, Weverton, Marcelo Lomba e, atualmente, Carlos Miguel.
Último goleiro revelado na base a ser titular e campeão pelo clube — na Copa do Brasil de 2012 —, Bruno concedeu uma entrevista exclusiva para o Band.com.br e analisou essa transformação. Segundo ele, o crescimento financeiro e a busca por títulos imediatos fizeram o clube priorizar atletas prontos.
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"O Palmeiras forma sua base vitoriosa, milionária e os goleiros acabam meio que sendo deixado de lado na base, com o clube investindo em goleiros mais experientes. Se você tem um goleiro experiente e que joga muito tempo, acaba não dando espaço para quem está de baixo", apontou Bruno.
A pressão pela sucessão de Marcos e a mudança de perfil
Além da opção por nomes consolidados como Weverton e Carlos Miguel, Bruno destacou a cobrança psicológica enfrentada por quem assume a posição, especialmente pela constante comparação com São Marcos. Para o ex-goleiro, a busca por um sucessor direto do ídolo é um erro de avaliação.
"A pressão não é em substituir o Marcos, até porque eu sempre falei, o Marcos é insubstituível, não vai existir outro Marcos. A pressão existe quando você joga num time grande [...]. O que você talvez chame de pressão, talvez seja uma cobrança maior da torcida e de todo mundo em existir um novo Marcos, e isso é impossível", avaliou.
A transição de um clube formador para um comprador reflete o momento de estabilidade financeira. Contudo, Bruno acredita que a oportunidade para um novo jovem surgirá de forma natural.
"Acho que vai acabar acontecendo um processo natural. Talvez o Lomba seja o último ano do Lomba e um menino tem alguma chance de ser um segundo, terceiro goleiro [...]. [O Palmeiras] é um time estabilizado, que sofre poucas derrotas e pouca pressão. Para um goleiro da base subir é mais fácil que antigamente", completou.
O contraste entre a estrutura atual e a rotina nos anos 2000
A realidade atual do CT de Guarulhos, referência mundial com alojamentos de ponta e departamento médico integrado desde o sub-11, contrasta com as dificuldades enfrentadas pelas categorias de base no início dos anos 2000.
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Sem um centro de treinamento exclusivo na época, atletas e comissão técnica precisavam improvisar locais de treino e se deslocar frequentemente por São Paulo.
"Na nossa época não tinha [CT de base] [...]. A gente se apresentava lá, se trocava, pegava o ônibus e saía para treinar em outro lugar [...]. Se era dia de físico, a gente ia ao Parque do Piqueri, na USP correr", revelou Bruno.

Novo CT da base do Palmeiras, em Guarulhos | Crédito: Cesar Greco/Palmeiras
