Polícia faz operação contra cambismo após denúncia do Palmeiras; entenda
A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta terça-feira (13), uma operação contra um esquema suspeito de cambismo digital na venda de ingressos para jogos do
A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta terça-feira (13), uma operação contra um esquema suspeito de cambismo digital na venda de ingressos para jogos do Palmeiras. A investigação começou após um pedido da presidente do clube, Leila Pereira, e resultou no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão.
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Durante a ação, os policiais recolheram celulares, notebooks e documentos com dados cadastrais de torcedores vinculados ao sistema de reconhecimento facial. Em um dos endereços, encontraram uma arma de fogo sem numeração e munições de diferentes calibres, incluindo 9 mm e de fuzil. Um dos investigados foi preso em flagrante.
Como começou a investigação do Palmeiras
Uma auditoria interna realizada pelo Palmeiras no início de 2026 identificou indícios de atuação de um grupo que utilizava ferramentas tecnológicas para comprar ingressos em grande quantidade.
Segundo a investigação, os suspeitos recorriam a robôs automatizados, conhecidos como bots, para adquirir entradas e dificultar o acesso dos torcedores às vendas oficiais.
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O pedido de abertura do inquérito também foi motivado por uma reportagem do Estadão, que revelou como cambistas encontraram maneiras de contornar o reconhecimento facial para continuar revendendo ingressos irregularmente.
A publicação apontou fraudes semelhantes no MorumBis e na Neo Química Arena, estádios de São Paulo e Corinthians, respectivamente.
Polícia investiga uso de dados de torcedores
A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), ligada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
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Sob o comando do delegado Cesar Saad, a investigação contou com a colaboração do Palmeiras e apura o possível uso indevido de cadastros de torcedores para comercializar ingressos em plataformas não oficiais, com valores superiores aos preços originais.
Os 15 mandados foram cumpridos na capital paulista e em cidades do interior e da Região Metropolitana de São Paulo.
A Polícia Civil vai analisar os materiais apreendidos para identificar a participação de cada investigado, dimensionar o alcance do esquema e estabelecer eventuais responsabilidades.
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Com Agência Estado
