Santos

Candidato à presidência do Santos defende SAF e rejeita depender de Neymar

À Rádio Bandeirantes, Wladimir Matos detalha propostas financeiras, cita Flamengo como referência administrativa

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31/10/2026 18:07 • Atualizado há 2 horas

Candidato à presidência do Santos defende SAF e rejeita depender de Neymar

Candidato à presidência do Santos, Wladimir Matos defendeu a transformação do clube em SAF, mas criticou o modelo proposto pela atual gestão. Em entrevista exclusiva ao Mundo dos Esportes, da Rádio Bandeirantes, ele apresentou planos para renegociar dívidas e afirmou que a instituição precisa evitar a dependência financeira da família Neymar.

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Integrante da chapa Juntos pelo Santos Futebol Clube, o ex-conselheiro apontou a profissionalização como prioridade e citou a reorganização do Flamengo, iniciada em 2013, como referência.

SAF para desenvolver o Santos

Matos acredita que o clube se tornará uma Sociedade Anônima do Futebol nos próximos três anos. Para ele, a mudança deve financiar o crescimento da instituição, incluindo melhorias nos centros de treinamento e uma solução para o estádio.

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“O Santos precisa se transformar numa SAF, SAF como vetor de crescimento”, afirmou.

O candidato rejeitou uma operação concentrada no pagamento de dívidas acumuladas por dirigentes. Questionado sobre investidores, relatou conversas com empresas no exterior, mas não apresentou proposta concreta nem definiu um valor para o negócio.

Renegociação das dívidas

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Na avaliação de Matos, a falta de dinheiro em caixa representa o problema financeiro mais urgente. Ele estimou que o endividamento pode chegar a R$ 1,4 bilhão ou R$ 1,5 bilhão, mas afirmou que considera a situação administrável.

Seu plano prevê antecipar receitas para pagar a folha no início do mandato e negociar com credores prazos maiores, carência e redução de juros. Caso não consiga acordos, citou a recuperação extrajudicial ou judicial como alternativa.

Neymar: parceria sem dependência

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Matos elogiou a ajuda financeira do pai de Neymar e reconheceu a importância esportiva do atacante. Ressaltou, porém, que pretende construir uma gestão com autonomia.

“Toda ajuda é bem-vinda, mas profissionalismo é muito diferente disso”, declarou.

O candidato também questionou a validade do acordo que, conforme discutido na entrevista, prevê pagamento imediato de dívidas caso Marcelo Teixeira não seja reeleito. Na avaliação dele, tanto essa condição quanto o uso do CT como garantia contrariam o estatuto.

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Sobre o futebol, defendeu a permanência de Neymar e afirmou acreditar que outros reforços seguirão no clube se o camisa 10 ficar. Sem prometer títulos em 2027 ou 2028, estabeleceu como compromisso formar uma equipe competitiva enquanto reorganiza as contas.

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