Candidato à presidência revela plano para "salvar" o São Paulo; conheça
Marcelo Portugal Gouvêa apresenta propostas para reduzir dívidas, mudar a gestão e fortalecer as categorias de base
O candidato à presidência do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, apresentou seu plano para recuperar o clube durante entrevista ao programa Concentração, da Rádio Bandeirantes. Em conversa com Alexandre Praetzel e Guilherme Agrela, o dirigente apontou a crise financeira como principal obstáculo e defendeu mudanças na gestão e no planejamento do futebol.
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Filho do ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa, que comandou o Tricolor entre 2002 e 2006, o candidato afirmou que o São Paulo pode chegar ao fim de 2026 com uma dívida de R$ 1,3 bilhão, segundo suas estimativas. Ele também alertou para o risco de o endividamento dobrar nos próximos anos caso o atual modelo administrativo seja mantido.
"Eu falo que talvez seja a última chance de a gente salvar o São Paulo, porque é um clube gigante, mas que atualmente está devendo mais de um bilhão", afirmou.

Marcelo Portugal Gouvêa I Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação
Os três pilares do plano para o São Paulo
Portugal Gouvêa dividiu seu projeto em três frentes: reestruturação financeira, mudanças no modelo de gestão e uma cultura de responsabilidade nas decisões do clube.
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A prioridade será adequar os gastos à arrecadação. Segundo o candidato, o São Paulo precisa abandonar a prática de elaborar orçamentos que dependem de premiações esportivas e vendas de jogadores ainda incertas.
"Na minha gestão, se eu for eleito, o orçamento vai ser cumprido, vai ser seguido à risca", declarou.
O segundo ponto envolve a profissionalização da administração, com executivos submetidos a metas e avaliações de desempenho. A proposta também prevê maior participação dos departamentos técnicos nas decisões, especialmente nas contratações.
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Já o terceiro pilar estabelece que cada decisão relevante deverá considerar seus impactos financeiros, institucionais e esportivos.
Cotia será prioridade na reformulação do futebol
Uma das principais mudanças defendidas por Portugal Gouvêa está na utilização das categorias de base. O candidato pretende transformar Cotia em parte central do planejamento esportivo, reduzindo a necessidade de contratações.
Na avaliação dele, o São Paulo tem negociado jovens por valores inferiores aos praticados no mercado e utilizado os recursos para contratar atletas mais experientes, com salários elevados.
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"A gente vai contratar menos, mas vai contratar com mais assertividade, de uma forma mais correta", explicou.
Para isso, o projeto prevê investimentos em tecnologia, ciência e análise de desempenho. O dirigente também defendeu maior autonomia para o departamento de scout, responsável pela identificação de reforços.
A escolha do treinador seguirá a mesma lógica. Portugal Gouvêa pretende trabalhar com um profissional experiente e com histórico de desenvolvimento de jogadores formados nas categorias de base.
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O candidato reconheceu que as limitações financeiras podem reduzir as possibilidades de investimento imediato, mas defendeu a competitividade do elenco mesmo durante o processo de reconstrução.
SAF também está nos planos do candidato
A transformação do São Paulo em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) também foi abordada durante a entrevista.
Portugal Gouvêa revelou que empresas já demonstraram interesse em investir no clube, mas ressaltou que qualquer mudança dependerá de estudos e da aprovação das instâncias competentes.
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O candidato prometeu contratar uma empresa independente para avaliar qual modelo seria mais adequado à realidade financeira e institucional do Tricolor.
Uma das possibilidades citadas é a criação de uma SAF sem venda do controle, mantendo inicialmente 100% das ações nas mãos do próprio clube.
Segundo ele, essa alternativa permitiria adotar novas regras de governança e ampliar a responsabilização dos dirigentes.
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"Pode ser que nesse primeiro momento seja discutida uma SAF que fica 100% para o São Paulo", afirmou.
Quando será a eleição do São Paulo?
A disputa pela presidência passa primeiro pela eleição dos 100 conselheiros escolhidos pelos associados, marcada para 28 de novembro. Eles se juntarão aos 160 conselheiros vitalícios que participam da escolha do presidente.
Portugal Gouvêa afirmou que não considera a eleição definida e defendeu mudanças no sistema político do São Paulo, incluindo a possibilidade de ampliar a participação dos torcedores nas votações.
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As propostas apresentadas pelo candidato dependem de sua vitória na eleição. Algumas medidas, como mudanças estatutárias e eventual transformação em SAF, também exigem aprovação dos órgãos internos do clube.
