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Ex-São Paulo revela “resenha brasileira” na Rússia e mira Olimpíada

Matheus Alves disputou apenas 15 partidas com a camisa do São Paulo antes de assinar com o CSKA, da Rússia. A mais de 11 mil quilômetros de São Vicente, onde

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18/10/2026 08:00 • Atualizado há 7 dias

Ex-São Paulo revela “resenha brasileira” na Rússia e mira Olimpíada

Matheus Alves comemora gol pelo CSKA

Reprodução/Instagram/Matheus Alves

Matheus Alves disputou apenas 15 partidas com a camisa do São Paulo antes de assinar com o CSKA, da Rússia. A mais de 11 mil quilômetros de São Vicente, onde nasceu, o meio-campista de 21 anos se juntou com companheiros do próprio time e de rivais para superar a distância de casa e se adaptar ao clima e diferenças culturais do país do leste europeu.

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“Por incrível que pareça, a maioria desses jogadores moram no mesmo condomínio. Então, uma semana assim e outra não, a gente se junta para fazer churrasco. A gente sempre procura juntar todo mundo, família, filhos e esposas, para sempre fazer um churrasquinho quando dá”, conta sobre a convivência entre brasileiros na Rússia.

No CSKA, o ex-São Paulo divide vestiário com João Victor, Henrique Carmo, Matheus Reis e Moisés. Eles, porém, ainda não conseguiram dominar o ambiente interno da equipe, que tem vantagem dos russos na hora da trilha sonora.

“[Música] a gente deixa mais pros russos. Acho que eles têm preconceito contra a música brasileira. Coloco um fone de ouvido e escuto a minha, porque não dá, não, é muito diferente”, brinca o meia.

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Se o convívio com brasileiros facilitou sua adaptação, Matheus Alves precisou mudar suas características de jogo diante de um futebol mais físico no país. O ponto, inclusive, é considerado uma evolução para ele.

“No São Paulo, eu gostava muito de ficar com a bola, de querer carregar mais e assumir essa responsabilidade. Aqui, é mais difícil, o jogo tem que ser muito mais rápido. Um, dois toques na bola. Quer dar o terceiro, os russos já chegam pegando. Essa foi a minha maior evolução, de saber a hora certa de soltar a bola. No começo, sofri muito com isso”, explica.

Com as mudanças de características, Alves carrega Luiz Henrique e Douglas Santos como exemplos de que é possível ser convocado para a Seleção Brasileira estando no futebol russo.

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Além do desejo de entrar no radar de Carlo Ancelotti, o meia trabalha duro para disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

“É o sonho de qualquer atleta vestir a camisa da seleção principal, a gente sabe o quanto é difícil. Querendo ou não, aqui é um pouco menos visto que as outras ligas, mas eu tenho certeza que se eu estiver empenhando bem meu futebol, não vai ter liga nenhuma que esconda isso. Estou sempre motivado sempre com esse sonho e, até lá, se Deus quiser, pegar uma convocação querendo estar nessa seleção olímpica”, completa.

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