Julio Casares processa São Paulo e pede perícia em ação de R$ 1 milhão
Julio Casares entrou com uma ação na Justiça contra o São Paulo para obter documentos financeiros do clube e pedir uma perícia sobre movimentações realizadas

Divulgação / SPFC
Julio Casares entrou com uma ação na Justiça contra o São Paulo para obter documentos financeiros do clube e pedir uma perícia sobre movimentações realizadas durante sua gestão. A reportagem do Band.com.br apurou que o processo tem valor de R$ 1 milhão.
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O ex-presidente quer ter acesso a registros contábeis, planilhas de saques, comprovantes de despesas, pagamentos em espécie e outros documentos financeiros, principalmente referentes a 2025. A defesa pretende usar o material em uma perícia judicial.
O que Casares busca na Justiça
Casares tenta contestar acusações de gestão temerária e questionamentos relacionados ao uso do cartão corporativo. Ele também busca o reconhecimento judicial de aprovações de contas ocorridas durante sua passagem pela presidência.
A defesa nega apropriação de recursos e sustenta que os saques em espécie bancavam despesas operacionais do futebol, entre elas premiações a jogadores. Segundo essa versão, as operações passavam pelo departamento financeiro do São Paulo.
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Movimentações são investigadas
A Polícia Civil investiga 35 saques em espécie feitos das contas do São Paulo entre 2021 e 2025, que somam cerca de R$ 11 milhões. Outra frente apura aproximadamente R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro nas contas pessoais de Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025.
Até o momento, não foi estabelecida publicamente uma ligação direta entre os dois conjuntos de movimentações. Casares nega irregularidades.
Casares foi expulso do São Paulo
A ação ocorre poucas semanas depois de Julio Casares ser expulso do quadro associativo do São Paulo. Em 10 de setembro, o Conselho Deliberativo aprovou a expulsão do ex-presidente por 223 votos a 5.
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Casares era alvo de um processo na Comissão de Ética, que recomendou sua expulsão após analisar possíveis irregularidades durante sua gestão. Entre os pontos questionados estavam movimentações financeiras do clube e o uso do cartão corporativo.
Em março, o Conselho Deliberativo reprovou o balanço de 2025, mesmo com superávit de R$ 56 milhões. Um relatório interno apontou aproximadamente R$ 7 milhões em saques cuja documentação foi considerada insuficiente para comprovar origem, finalidade e destino.
Casares já havia renunciado à presidência em janeiro, após a aprovação de seu impeachment pelo Conselho Deliberativo. Em setembro, foi expulso do quadro associativo por 223 votos a 5.
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O ex-presidente contesta as acusações e sustenta que não houve gestão temerária nem apropriação de recursos. É essa classificação de sua administração que Casares agora tenta contestar na Justiça.
As investigações sobre as movimentações financeiras seguem em andamento, sem condenação de Casares pelos fatos apurados até o momento.
