Presidente do São Paulo acusa oposição de travar acordo milionário; entenda
O presidente do São Paulo, Harry Massis, acusou a oposição do clube de criar obstáculos para a aprovação do contrato com a Ticketmaster. A reação ocorreu após

O presidente do São Paulo, Harry Massis, acusou a oposição do clube de criar obstáculos para a aprovação do contrato com a Ticketmaster. A reação ocorreu após o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, determinar a formação de uma comissão para analisar o acordo.
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A proposta já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração e encaminhada ao Conselho Deliberativo em 27 de agosto. Para Massis, a nova comissão cria mais uma etapa antes da votação e pode atrasar a conclusão do processo.
Segundo o presidente, o grupo foi formado por três integrantes ligados à oposição e apenas um da situação.
“Trata-se de uma tentativa de prejudicar um processo estruturado, conduzido ao longo de mais de quatro meses, com análise das áreas responsáveis e submissão às instâncias competentes de governança do São Paulo Futebol Clube”, afirmou Massis.
O que está em jogo no acordo com a Ticketmaster
A Ticketmaster venceu a concorrência para assumir a operação de ingressos do Morumbi. Se aprovado pelo Conselho Deliberativo, o contrato prevê uma antecipação de R$ 140 milhões ao São Paulo.
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O dinheiro seria repassado como um empréstimo e devolvido em cinco anos, com correção monetária. O clube enfrenta atrasos no pagamento de direitos de imagem dos jogadores e pretende usar parte do valor para regularizar essas pendências.
A necessidade de caixa ficou evidente em um áudio vazado de Massis. Na gravação, o presidente pede ajuda para acelerar a votação do acordo no Conselho.
“Se segurar e não for votado, nós não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada”, diz Massis.
Por que a NewC questiona o processo
A disputa aumentou depois que a NewC, uma das empresas que participaram da concorrência, enviou questionamentos ao Conselho Deliberativo.
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Um dos pontos envolve uma possível operação de até R$ 500 milhões relacionada ao Morumbi. Segundo Massis, porém, esse projeto não fazia parte da mesma concorrência vencida pela Ticketmaster.
O presidente afirma que a NewC apresentou apenas uma ideia preliminar para uma estrutura financeira envolvendo o estádio, sem proposta formal completa e sem garantia de captação dos R$ 500 milhões.
De acordo com a diretoria, o São Paulo pediu mais detalhes sobre o modelo em diferentes momentos, mas não recebeu documentação suficiente para que a operação pudesse ser comparada às demais propostas.
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Massis vê pressão política
O presidente também criticou a postura adotada pela NewC após o fim da concorrência. Segundo ele, os questionamentos surgiram somente depois da escolha da Ticketmaster.
Massis ainda afirmou que representantes da empresa passaram a procurar diretamente o Conselho Deliberativo, algo que, segundo ele, não havia ocorrido durante o processo.
Na visão do presidente, a movimentação tenta reverter politicamente uma decisão já tomada pelas áreas responsáveis do clube.
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Agora, o contrato depende da análise e da votação no Conselho Deliberativo. É justamente essa etapa que colocou situação e oposição em lados opostos e ampliou a disputa política dentro do São Paulo.
Com Agência Estado
