São Paulo contesta na Justiça ação de Casares para anular expulsão; entenda
Tricolor rebate processo do ex-mandatário e classifica pedidos como "alucinações"

Julio Casares, presidente do São Paulo
Divulgação/SPFC
O São Paulo contestou a ação judicial movida pelo ex-presidente Julio Casares, que tenta anular sua expulsão do quadro social por gestão temerária. Representantes do clube paulista afirmam na petição que os argumentos apresentados pelo antigo dirigente consistem em "alucinações".
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A disputa começou no fim de setembro, quando Casares recorreu à Justiça contra a perda do cargo. O Conselho Deliberativo oficializou o afastamento definitivo no início de agosto, após acolher recomendação da Comissão de Ética da equipe do Morumbi.
As acusações e a defesa
A expulsão de Casares baseou-se em saques de R$ 11 milhões nas contas da instituição e no uso indevido do cartão corporativo. O ex-presidente nega irregularidades e sustenta ter sido alvo de uma manobra interna dos adversários.
Segundo Julio Casares, os saques serviram para bancar premiações por conquistas de títulos no período. Ele alega ter agido de boa-fé, aponta a aprovação das contas do mandato entre 2021 e 2024 e diz que classificações contábeis não dependiam de ordens individuais.
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Argumentos da contestação
No texto, o São Paulo afirma que o antigo mandatário foge do julgamento interno. O texto aponta a tentativa de obter do tribunal um atestado de conformidade para os atos praticados.
"Não se trata de simples divergência jurídica. Trata-se da iniciativa de quem presidiu a Diretoria Executiva da instituição e que, em vez de atacar o julgamento que o atingiu, bate às portas do Poder Judiciário em busca de um atestado de 'conformidade' para a própria gestão", registrou o clube tricolor.
Em outro trecho da contestação, os defensores do Tricolor Paulista rejeitam a transferência de responsabilidades contábeis. "Trata-se de tentativa desleal - e traiçoeira - de quem, tendo concentrado o poder, pretende dividir a culpa com funcionários e subordinados", declarou a equipe.
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Pedidos levados ao tribunal
O processo de Casares busca o reconhecimento da ausência de gestão temerária e a validação das contas do cartão corporativo. O ex-dirigente quer ainda que a Justiça obrigue o time a apresentar relatórios comprovando os desvios de recursos apontados.
Já o São Paulo pede a rejeição de todos os pedidos do ex-mandatário e o bloqueio do acesso aos documentos do clube. A equipe solicita ainda a extinção definitiva da ação por meio de manifestações preliminares, além da condenação do ex-presidente ao pagamento de custas e honorários.
*Com informações de Estadão Conteúdo
