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Vasco

SAF do Vasco: o que falta para Lamacchia assumir o clube?

Sócios deram aval ao negócio, mas análises da CBF e do Cade ainda impedem a conclusão da operação

2 min

24/10/2026 09:19 • Atualizado há 1 dia

Os sócios do Vasco aprovaram, nesta sexta-feira (23), a venda de 90% da SAF para a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Apesar do aval, o empresário ainda precisa superar etapas regulatórias para assumir o controle do futebol vascaíno.

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A votação encerrou o processo de aprovação interna, que já havia recebido sinal verde dos conselhos do clube. Com a operação, o Vasco associativo manterá 10% das ações da SAF, metade da participação de 30% prevista após a venda para a 777 Partners, em 2022.

O que falta para concluir a venda da SAF do Vasco?

O principal obstáculo está fora de São Januário. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), ligada à CBF, analisa um possível conflito de interesses pela relação familiar entre Lamacchia e Leila Pereira.

O negócio também está sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que solicitou esclarecimentos financeiros sobre a relação entre o Vasco e a Almirante Participações.

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O clube tem até segunda-feira (26) para responder ao órgão. O descumprimento injustificado da solicitação pode resultar em multa diária de R$ 5 mil, com possibilidade de aumento para R$ 100 mil.

Sem prazo definido para a conclusão das análises, o Vasco poderá avançar nos procedimentos de transferência dos ativos do futebol, mas a efetivação da venda ainda depende das autorizações e condições contratuais.

Quanto Lamacchia terá que investir no Vasco?

  • R$ 500 milhões para o futebol em cinco anos, com aportes anuais corrigidos pela inflação.
  • R$ 120 milhões para o centro de treinamento profissional em até dez anos.
  • R$ 30 milhões para a estrutura das categorias de base em dois anos.
  • R$ 1,5 bilhão para cobrir o déficit de caixa projetado nos primeiros cinco anos.

A proposta também prevê garantias para o pagamento de dívidas, incluindo R$ 324 milhões em fiança bancária ou seguro-garantia e responsabilidade pessoal de Marcos Lamacchia por determinadas obrigações.

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E São Januário?

O estádio não faz parte da venda e continuará pertencendo ao Vasco associativo. O contrato assegura sua utilização prioritária e exclusiva pelo futebol profissional até dezembro de 2030.

Outro ponto estabelece que Lamacchia não poderá vender suas ações nem distribuir dividendos da SAF durante dez anos.

A expectativa interna é de que as pendências regulatórias sejam resolvidas, mas a entrada definitiva do novo controlador dependerá da conclusão dessas etapas.

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