SAF do Vasco: o que falta para Lamacchia assumir o clube?
Sócios deram aval ao negócio, mas análises da CBF e do Cade ainda impedem a conclusão da operação
Os sócios do Vasco aprovaram, nesta sexta-feira (23), a venda de 90% da SAF para a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Apesar do aval, o empresário ainda precisa superar etapas regulatórias para assumir o controle do futebol vascaíno.
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A votação encerrou o processo de aprovação interna, que já havia recebido sinal verde dos conselhos do clube. Com a operação, o Vasco associativo manterá 10% das ações da SAF, metade da participação de 30% prevista após a venda para a 777 Partners, em 2022.
O que falta para concluir a venda da SAF do Vasco?
O principal obstáculo está fora de São Januário. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), ligada à CBF, analisa um possível conflito de interesses pela relação familiar entre Lamacchia e Leila Pereira.
O negócio também está sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que solicitou esclarecimentos financeiros sobre a relação entre o Vasco e a Almirante Participações.
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O clube tem até segunda-feira (26) para responder ao órgão. O descumprimento injustificado da solicitação pode resultar em multa diária de R$ 5 mil, com possibilidade de aumento para R$ 100 mil.
Sem prazo definido para a conclusão das análises, o Vasco poderá avançar nos procedimentos de transferência dos ativos do futebol, mas a efetivação da venda ainda depende das autorizações e condições contratuais.
Quanto Lamacchia terá que investir no Vasco?
- R$ 500 milhões para o futebol em cinco anos, com aportes anuais corrigidos pela inflação.
- R$ 120 milhões para o centro de treinamento profissional em até dez anos.
- R$ 30 milhões para a estrutura das categorias de base em dois anos.
- R$ 1,5 bilhão para cobrir o déficit de caixa projetado nos primeiros cinco anos.
A proposta também prevê garantias para o pagamento de dívidas, incluindo R$ 324 milhões em fiança bancária ou seguro-garantia e responsabilidade pessoal de Marcos Lamacchia por determinadas obrigações.
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E São Januário?
O estádio não faz parte da venda e continuará pertencendo ao Vasco associativo. O contrato assegura sua utilização prioritária e exclusiva pelo futebol profissional até dezembro de 2030.
Outro ponto estabelece que Lamacchia não poderá vender suas ações nem distribuir dividendos da SAF durante dez anos.
A expectativa interna é de que as pendências regulatórias sejam resolvidas, mas a entrada definitiva do novo controlador dependerá da conclusão dessas etapas.
