
Gabigol
Jhony Inácio/Cruzeiro
O atacante Gabigol abriu o jogo sobre a situação dele no Cruzeiro, nesta sexta-feira (19), em entrevista ao podcast Podpah. Ele comentou o pênalti decisivo perdido na semifinal da Copa do Brasil. E negou que vai sair do Cruzeiro por causa da contratação de Tite, apesar do histórico de polêmicas com o técnico.
“Ele é o treinador. Não tenho nada contra ele. Dei a minha opinião, só que a gente está pelo Cruzeiro. Não é sobre o Gabriel. Não é sobre ele. É sobre o grupo, sobre o Cruzeiro ganhar. Ele sabe que a gente viveu isso no Flamengo, mas não teve problema, nem discussão. Respeito ele como respeito todos os treinadores. Ele é quem manda. Eu sou jogador e o que tiver que fazer para ajudar o Cruzeiro, eu vou fazer”, comentou.
O Santos se interessou por Gabigol, mas ele disse que não recebeu propostas e reforçou que está no Cruzeiro para um projeto de 4 anos.
"Antes da semifinal, estavam me cravando em outro time. Eu falei com o Pedro Junio (vice-presidente do Cruzeiro): 'eu estou vendido?'. Eu acertei com o Cruzeiro por um projeto de 4 anos. Claro que pode ser conversado e resolvido. Meu empresário está aqui. Ele não conversou com nenhum time. Claro que no meio do ano procuraram a gente, mas nunca foi uma opção sair do Cruzeiro. Minha reapresentação é dia 2. Estou de férias", disse.
Sobre o pênalti perdido, Gabigol disse que ficou revoltado com os comentários de que ele errou de propósito.
"É loucura a pessoa falar que errei de propósito. E é loucura também acreditarem nisso. Ficou muito puto com isso e com a mentira. Falaram que eu estava vendido antes do jogo. Agora essa questão do pênalti. É uma narrativa que é criada. Como vou bater um pênalti e vou querer errar? Era uma chance de matar o jogo ali. Se eu faço o gol, 'é o predestinado, maior ídolo'. Mas se eu erro, é vagabundo", explicou.
Gabigol assumiu o erro e explicou que era uma cobrança complicada porque Hugo Souza, goleiro do Corinthians, conhecia o estilo dele, pois treinaram juntos no Flamengo.
“Eu errei. Assumi. Foi a primeira vez que erro um pênalti tao decisivo. É muito complicado para mim e para o Hugo. A gente treinou 5 ou 6 anos juntos. E não tem desculpa, assumo que errei. Ele sabe do jeito que bato, eu sei o que ele poderia fazer, mas de uma forma ou outra eu bati mal, não tem desculpa. Se tiver pênalti para bater amanhã, vou bater de novo”, declarou.
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