Galvão e Amigos

Galvão vê "falta de respeito" contra técnicos brasileiros, mas Casão rebate

Apresentador critica dirigentes por preferência a estrangeiros, mas Casagrande discorda em debate acalorado

Da redação
DA REDAÇÃO

15/12/2025 • 23:58 • Atualizado em 15/12/2025 • 23:58

Galvão Bueno liderou um debate acalorado no programa "Galvão e Amigos", nesta segunda-feira (15), sobre a valorização dos treinadores brasileiros. O tema central foi a fase semifinal da Copa do Brasil de 2025, onde 2 técnicos brasileiros (Dorival Jr. e Fernando Diniz) superaram comandantes estrangeiros (Leonardo Jardim e Zubeldía). Mas Galvão citou outros casos também

Compartilhar

"Se você pensar, o técnico campeão brasileiro e da Libertadores é um brasileiro. O técnico da maior sensação do campeonato, que foi o Mirassol, é um brasileiro, Rafael Guanaes. Cadê os gringos?", questionou Galvão.

O apresentador argumentou que muitos treinadores são contratados apenas pela nacionalidade, citando nomes como Pedro Caixinha e Vítor Pereira como exemplos de profissionais que receberam oportunidades baseadas, segundo ele, no passaporte.

"Tem cada coisa que apareceu por aqui, só porque tem passaporte de português e os outros que têm passaporte de argentino. Isso é, sim, uma falta de respeito. E isso é um erro de vocês, dirigentes de clube. Está acontecendo um grande desrespeito com os técnicos do Brasil", afirmou Galvão.

Vanderlei Luxemburgo fez um vídeo e corroborou a visão do apresentador: "É acabar com essa mania que técnico estrangeiro é melhor do que brasileiro. Não é. E eu vou discutir isso até o fim. Não é melhor, é questão de momento. Quem não gosta de técnico brasileiro, vai entender que tem que gostar.".

O ex-técnico também falou sobre a Seleção Brasileira, agora treinada pelo italiano Carlo Ancelotti: "Temos o Fernando Diniz, que estava na Seleção, e o Dorival, que estava na seleção. Mas será que eles saíram justamente, ou porque queriam que eles saíssem do comando? É uma discussão que procede".

Casão rebate

Walter Casagrande apresentou um contraponto. Inicialmente ele já respondeu à questão levantada por Luxa: "O Dorival e o Fernando Diniz foram demitidos da Seleção Brasileira porque foram mal. O Brasil estava mal, estava caindo, não jogava nada, estava quase saindo fora da classificação para a Copa do Mundo".

Sobre a classificação dos times com técnicos brasileiros para a final da Copa do Brasil, Casagrande ressaltou o equilíbrio dos confrontos, lembrando que as vagas foram decididas em disputas de pênaltis. Para ele, isso indica que não houve uma superioridade tática clara sobre os adversários estrangeiros.

"Foram duas disputas de pênalti. Nenhum dos treinadores dominou o outro, deu nó tático, nem nada", pontuou.

Preconceito contra idosos?

A discussão evoluiu para o preconceito contra a idade dos treinadores, tema levantado por Paulo Roberto Falcão.

"Eu tenho 72 anos e tenho a capacidade maior que a maioria de conhecer o futebol, de enxergar, de definir quem joga. Mas tem o negócio de idade. Nisso o Vanderlei está certo. Não é questão de idade, é questão de conhecimento", defendeu Falcão.

Casagrande rebateu, esclarecendo que as críticas da imprensa e da torcida geralmente se dirigem a métodos considerados ultrapassados, e não à idade cronológica. Ele mencionou a nova geração de treinadores, como Filipe Luís e Rogério Ceni, que não sofrem o mesmo tipo de questionamento.

"As críticas são para treinadores antigos. Ninguém falou nenhuma vez que Filipe Luís era ultrapassado, ou Rogério Ceni", finalizou Casagrande.