
Luxemburgo diz que Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, passa dos limites
MARCELLO ZAMBRANA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O comportamento de Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, foi criticado no Galvão e Amigos desta segunda-feira (1º). Diante dos números expressivos de punições do treinador – 78 cartões amarelos e 11 vermelhos em 365 jogos –, Galvão Bueno questionou Vanderlei Luxemburgo sobre as razões para a reincidência, mesmo se tratando de um dos técnicos mais vitoriosos da década no futebol brasileiro.
Para Luxemburgo, a questão é multifacetada, envolvendo desde o controle emocional até uma estratégia deliberada. "É o controle da emoção. Algumas vezes você usa isso taticamente, usa um destempero para chamar a atenção, criar uma situação desconfortável, mas ele passa do limite", avaliou.
No entanto, o ponto central da análise de Luxemburgo foi a identificação de um padrão que ele atribui à nacionalidade dos treinadores. "Não sei se vocês percebem, mas é uma característica do treinador português. O Jorge Jesus, o Mourinho... toda essa reação muito forte de estar sempre brigando com o árbitro. É uma escola portuguesa de talentos, que sabem trabalhar o futebol", afirmou.
Outros técnicos portugueses são citados no debate
A tese de Luxemburgo foi corroborada por outros participantes, que lembraram de outros profissionais portugueses com histórico disciplinar semelhante no Brasil. Nomes como Vítor Pereira, António Oliveira, Luís Castro e Caixinha foram mencionados como exemplos de técnicos que também acumulam advertências com frequência.
Casagrande, que atuou no Porto, contribuiu com sua experiência pessoal, descrevendo o temperamento local. "Eu acho que é o temperamento do português mesmo. Joguei em Portugal e realmente eles têm uma coisa mais agressiva", comentou.
A discussão, porém, ganhou um contorno ético com a intervenção de Bodão. Ele separou o comportamento à beira do campo, que pode ter explicações táticas ou culturais, do tratamento dispensado por Abel Ferreira fora dele. Para Bodão, o problema maior é a postura do técnico do Palmeiras com os profissionais de imprensa e as autoridades do jogo.
"O problema é o desrespeito que ele tem contra os árbitros, contra o público e, principalmente, o que me choca, é o desrespeito dele nas entrevistas coletivas com muitos jornalistas", declarou Bodão. "Quando bate no desrespeito, aí não dá para perdoar, aí é falta de educação", finalizou.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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