A gestão de grupo e a capacidade de absorver a pressão externa foram os pontos altos de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, de acordo com a análise de Vanderlei Luxemburgo, durante o programa Galvão e Amigos, nesta segunda-feira (17). O experiente treinador destacou como o italiano conseguiu reverter um cenário de críticas pesadas.
“Está claro hoje para mim. O Ancelotti mudou o ambiente externo da Seleção. As críticas deixaram de ser contundentes, fortes e pesadas, e começaram a vir mensagens boas, coisas legais. Isso muda completamente. Quem estava muito mal, passa a melhorar, passa a ter confiança. O ambiente ficou mais calmo", explicou.
A virada de chave após o Japão
Segundo a leitura de Luxa, Ancelotti identificou rapidamente o risco de uma crise após a derrota para o Japão e agiu para evitar que o “ambiente ruim” se instalasse novamente no vestiário.
“Ele percebeu que, ao perder para o Japão, as críticas vieram. A postura dele foi de não aceitar perder duas seguidas, porque sabia que o ambiente negativo voltaria. Por isso eu digo: ele é fantástico. Ele está fazendo o que tem que ser feito. Se ele perdesse novamente, não estaríamos aqui falando que o ambiente mudou. Ele usou o peso dele, mudou a rede e deu confiança para todo mundo.”
O ex-goleiro Gilmar Rinaldi, também presente na bancada, corroborou a visão de Luxemburgo, enfatizando o tamanho da figura de Ancelotti perante o elenco. Para Rinaldi, a simples presença de um técnico com o currículo do italiano serve como um escudo para os atletas em momentos de instabilidade.
“Ele é muito grande. A gente olha e vê que ele é muito grande, e os jogadores sentiram isso também. Eles pensaram: ‘Opa, tem alguém aqui que vai segurar o rojão’”, concluiu Gilmar.
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