Esporte na Band

Goleiro Bruno dá detalhes sobre caso de Eliza Samudio: "Não mandei"

Ex-jogador do Flamengo afirma que foi "obrigado a segurar B.O."

Da redação
DA REDAÇÃO

16/02/2026 • 12:11 • Atualizado em 16/02/2026 • 12:11

Goleiro Bruno

Goleiro Bruno

Alex De Jesus/O Tempo/AE/Arquivo

Resumo

Entrevista do ex-goleiro Bruno Fernandes apresenta negação de envolvimento como mandante no homicídio de Elisa Samúdio e desejo de contato com o filho Bruninho.

Relato de Bruno destaca arrependimento por omissão, afirmações de pressão para assumir culpa e intenção de reconstruir a vida após seis anos fora da prisão.

Declarações sobre Bruninho expressam vontade de conversar, esperança de explicar sua versão dos fatos e incerteza sobre perdão, além de negar conhecimento sobre restos mortais de Elisa.

Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, falou abertamente sobre a acusação de ter mandado matar sua ex-companheira Elisa Samúdio. Em entrevista ao PodGeral, o atleta negou que tenha sido o mandante e que gostaria de falar com seu filho Bruninho.

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Segundo Bruno, ele foi obrigado a “segurar” o caso como o principal mandante, mas ele não o teria feito. Além disso, o ex-jogador do Flamengo afirmou que se arrependeu de ter sido omisso.

“Ter sido omisso na situação, eu me arrependo muito. Eu reconheço que errei, aceito e agora é mudar. Eu não tenho como mudar meu passado, mas eu posso escrever uma nova história e tenho tentado fazer […] Tem seis anos que eu estou na rua. Se eu fosse um terço do que falam, eu estaria preso de novo”, explicou.

Bruno Fernandes ressaltou que ele sempre assumiu “as besteiras” que fez na vida, mas neste caso ele não é o responsável.

“Eu sempre que fiz as minhas besteiras na vida eu fui homem de assumir. Lá no júri, eu assumi a minha culpa, só que ninguém deu ouvido porque me colocaram como mandante de um crime que eu não mandei fazer”, contou.

Relação com Bruninho

Durante a entrevista, Bruno afirmou que a única forma de aliviar o peso por carregar essa culpa é conversar com Bruninho, fruto do relacionamento com Elisa.

“Eu segurei o B.O. e eu fui obrigado a segurar. É triste, eu deixei a minha vida toda escapar pelas minhas mãos: carreira, liberdade e de repetente a minha dignidade. Isso é pesado demais, e a única forma de eu dar uma aliviada nesse peso é um dia eu poder conversar com ele (Bruninho)”, disse.

Segundo ele, há a expectativa de um dia poder contar a sua versão da história, mas o perdão do jovem é algo que ele não pode prever.

“A coisa que eu espero um dia é falar a verdade. Se ele vai me perdoar ou não é uma outra situação. Porque ele fala em entrevista que ele troca não sei quanto de pensão pelos restos mortais da mãe, forte. Se eu tivesse a noção de alguma coisa nesse sentido eu já teria entregado para a dona Sônia há muito. Eu não sei nem o que foi feito ou o que aconteceu”, disse.