Resumo
O goleiro Bruno está foragido da polícia há uma semana após a Justiça do Rio de Janeiro negar seu pedido de liberdade condicional, mantendo a ordem de prisão para o regime semiaberto.
A decisão judicial foi motivada pelo descumprimento das regras do benefício anterior, já que Bruno viajou ao Acre sem autorização judicial para assinar contrato e disputar a Copa do Brasil pelo Vasco-AC, atitude considerada desrespeitosa pela desembargadora responsável pelo caso.
O histórico do atleta inclui condenação a 22 anos e um mês de prisão por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio; atualmente, seu paradeiro é incerto e a defesa não informou previsão de entrega às autoridades.
O goleiro Bruno completa, nesta quinta-feira (19), uma semana na condição de foragido da polícia. A situação do atleta de 41 anos se complicou após a Justiça do Rio de Janeiro negar um novo pedido de liberdade condicional apresentado por sua defesa, mantendo a ordem de prisão para o regime semiaberto.
A decisão judicial foi motivada pelo descumprimento de regras básicas do benefício anterior. Bruno viajou para o Acre em 15 de fevereiro de 2026, apenas quatro dias após ganhar a liberdade, sem solicitar a devida autorização da Justiça. O objetivo da viagem era a assinatura de contrato e a regularização junto ao Vasco-AC, onde disputou a Copa do Brasil.

Goleiro Bruno tem cartaz de procurado divulgado pela polícia. Foto: Reprodução
Decisão judicial cita "descaso"
A desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, da 1ª Vara Criminal, rejeitou os argumentos da defesa, que alegava que a viagem visava a "ressocialização pelo trabalho". Para a magistrada, a atitude do jogador demonstrou desrespeito ao sistema judiciário. Na sentença, ela destacou de forma enfática:
"O apenado é quem deve se adequar às regras de cumprimento da pena, e não o contrário".
A Justiça reforçou que a prisão não conteve nenhum tipo de abuso, uma vez que o jogador ignorou a obrigatoriedade de comunicar seus deslocamentos.
Histórico e paradeiro incerto
Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, ocorridos em 2010. Desde 2019, ele vinha progredindo de regime, passando por clubes como Boa Esporte (MG), Rio Branco (AC) e Capixaba (ES).
Até o momento, a defesa não apresentou uma data ou previsão para que o goleiro se entregue às autoridades, mantendo o status de procurado pela polícia.
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