Esporte na Band

Goleiro Bruno segue foragido há uma semana após nova derrota na Justiça

Justiça do Rio de Janeiro negou pedido de liberdade do atleta de 41 anos, que descumpriu regras do regime para assinar com clube no Acre

Da redação
DA REDAÇÃO

19/03/2026 • 12:08 • Atualizado em 19/03/2026 • 12:08

Resumo

O goleiro Bruno está foragido da polícia há uma semana após a Justiça do Rio de Janeiro negar seu pedido de liberdade condicional, mantendo a ordem de prisão para o regime semiaberto.

A decisão judicial foi motivada pelo descumprimento das regras do benefício anterior, já que Bruno viajou ao Acre sem autorização judicial para assinar contrato e disputar a Copa do Brasil pelo Vasco-AC, atitude considerada desrespeitosa pela desembargadora responsável pelo caso.

O histórico do atleta inclui condenação a 22 anos e um mês de prisão por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio; atualmente, seu paradeiro é incerto e a defesa não informou previsão de entrega às autoridades.

O goleiro Bruno completa, nesta quinta-feira (19), uma semana na condição de foragido da polícia. A situação do atleta de 41 anos se complicou após a Justiça do Rio de Janeiro negar um novo pedido de liberdade condicional apresentado por sua defesa, mantendo a ordem de prisão para o regime semiaberto.

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A decisão judicial foi motivada pelo descumprimento de regras básicas do benefício anterior. Bruno viajou para o Acre em 15 de fevereiro de 2026, apenas quatro dias após ganhar a liberdade, sem solicitar a devida autorização da Justiça. O objetivo da viagem era a assinatura de contrato e a regularização junto ao Vasco-AC, onde disputou a Copa do Brasil.

Goleiro Bruno tem cartaz de procurado divulgado pela polícia. Foto: Reprodução

Goleiro Bruno tem cartaz de procurado divulgado pela polícia. Foto: Reprodução

Decisão judicial cita "descaso"

A desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, da 1ª Vara Criminal, rejeitou os argumentos da defesa, que alegava que a viagem visava a "ressocialização pelo trabalho". Para a magistrada, a atitude do jogador demonstrou desrespeito ao sistema judiciário. Na sentença, ela destacou de forma enfática:

"O apenado é quem deve se adequar às regras de cumprimento da pena, e não o contrário".

A Justiça reforçou que a prisão não conteve nenhum tipo de abuso, uma vez que o jogador ignorou a obrigatoriedade de comunicar seus deslocamentos.

Histórico e paradeiro incerto

Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, ocorridos em 2010. Desde 2019, ele vinha progredindo de regime, passando por clubes como Boa Esporte (MG), Rio Branco (AC) e Capixaba (ES).

Até o momento, a defesa não apresentou uma data ou previsão para que o goleiro se entregue às autoridades, mantendo o status de procurado pela polícia.

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