Esporte na Band

Bastidor: Hugo não estudou cobranças de Gabigol e fez promessa no vestiário

Goleiro do Corinthians prometeu a companheiros que pegarias duas penalidades do Cruzeiro

Da redação
DA REDAÇÃO

14/12/2025 • 23:14 • Atualizado em 14/12/2025 • 23:21

Hugo Souza, do Corinthians, defende pênalti do Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil 2025

Hugo Souza, do Corinthians, defende pênalti do Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil 2025

Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Resumo

Classificação do Corinthians para a final da Copa do Brasil foi garantida pelo goleiro Hugo Souza, que defendeu dois pênaltis na disputa emocionante contra o Cruzeiro, incluindo o chute de Gabigol, seu ex-companheiro de Flamengo.

Estratégia de Hugo dispensou o estudo dos adversários, apostando no instinto para encarar Gabigol e revelar autoconfiança ao prometer aos companheiros que defenderia dois pênaltis, promessa cumprida ao parar os chutes de Gabigol e Walace, permitindo o gol decisivo de Bidon.

Respeito de Hugo pelo ídolo Cássio, atual goleiro do Cruzeiro, foi destacado nos abraços antes e depois dos pênaltis, com o reconhecimento da importância de construir sua própria história no Corinthians.

O goleiro Hugo Souza se tornou o herói da classificação do Corinthians para a final da Copa do Brasil, neste domingo (14), após defender duas cobranças na emocionante disputa de pênaltis contra o Cruzeiro. O lance mais simbólico foi a defesa no chute de Gabigol, seu ex-companheiro de Flamengo.

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A confiança de Hugo na classificação do Timão era tamanha que ele dispensou o estudo do adversário e revelou uma tática para encarar o atacante e classificar o Alvinegro para final contra o Vasco.

O 'feeling' contra o ex-companheiro

Hugo e Gabigol treinaram juntos por anos no Ninho do Urubu, o que levou o goleiro corintiano a tomar uma decisão ousada:

"Nos meus estudos de pênaltis, preferi nem olhar os pênaltis do Gabriel. É um cara que conheço há muitos anos, treinamos juntos desde 2019... se tem um cara que já defendeu pênalti dele no treino sou eu," afirmou Hugo.

Ele confessou ter mudado a estratégia no momento da cobrança, optando pelo instinto: "Vim com uma estratégia para defender o pênalti dele e mudei a estratégia, deu certo. É um grande jogador, um amigo que eu tenho no futebol. É uma cara que eu respeito muito, mas eu estou ali para defender minha camisa e hoje eu fui feliz."

A profecia no vestíário: "Vou pegar dois"

A autoconfiança de Hugo era visível. Ao fim da derrota por 2 a 1 no tempo regulamentar, o goleiro verbalizou aos companheiros que defenderia dois pênaltis, uma profecia revelada por Matheus Bidu e confirmada pelo próprio herói da noite.

  • O diálogo: "Quando acaba o jogo, em uma conversa com o Lucas (Silvestre), nosso auxiliar, ele fala: 'cara tem momentos que a gente precisa de você e você é um cara que aparece nesses momentos. Se for para pênalti chama a responsabilidade que isso vai dar confiança ao grupo'."
  • A promessa: "Eu falei para ele: 'pode deixar comigo'. Cheguei na roda quando acaba o jogo e falei: 'rapaziada, vão lá e façam os pênaltis, que eu vou pegar dois'."

"Costumo dizer que isso não é soberba. Pode ser um pouco de autoconfiança, mas profetizei sobre minha própria vida. Joguei para Deus: 'minha vontade é essa'," concluiu.

Hugo defendeu o chute de Gabigol e, em seguida, a cobrança de Walace, abrindo caminho para o gol decisivo de Bidon que garantiu a vaga na final.

Respeito a Cássio e o início da própria história

Antes do drama dos pênaltis, o Corinthians viu Yuri Alberto parar em Cássio, ídolo alvinegro que hoje defende o Cruzeiro. Hugo demonstrou grande respeito pelo goleiro:

"Não tive nenhum tipo de conversa com ele. A gente só se abraçou antes dos pênaltis e no final. Ele me parabenizou e eu também parabenizei a ele... É um cara que eu tenho um carinho, um respeito enorme por tudo que ele conquistou com a camisa que hoje eu visto. Estou em um lugar que eternamente vai ser dele. Eu só quero construir minha história, sem me comparar a ninguém."

Com informações da Agência Estado