Regra dos 12 jogos movimenta mercado com Hulk e Barboza; entenda
Mudança da CBF influencia decisões de clubes e impacta negociações na Série A

A regra dos 12 jogos no Campeonato Brasileiro já interfere diretamente no mercado da bola. Mesmo com a janela abrindo apenas em 20 de julho, clubes da Série A passaram a tomar decisões antecipadas para não travar negociações.
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Casos recentes como os de Hulk, do Atlético-MG, e Alexander Barboza, do Botafogo, mostram como a mudança no regulamento alterou a dinâmica das transferências no futebol brasileiro.
Hulk, por exemplo, foi preservado pelo Atlético-MG e não entrou em campo contra o Flamengo, na Arena MRV. O motivo é claro: o atacante já soma 12 jogos no Brasileirão e, se entrar em campo novamente, não poderá mais atuar por outro clube da Série A nesta edição.
O Fluminense aparece como principal interessado e retomou conversas com o estafe do jogador. A decisão do clube mineiro, portanto, está diretamente ligada à possibilidade de negociação na próxima janela.
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Hulk, atacante do Atlético-MG I Foto: Pedro Souza/Atlético-MG
O que mudou na regra
Até 2025, um atleta só poderia disputar seis partidas antes de se transferir para outro clube da Série A. A CBF ampliou esse limite para 12 jogos, buscando dar mais flexibilidade ao mercado.
Na prática, porém, o calendário criou um novo problema.
Com o Brasileirão começando mais cedo, muitos jogadores atingem o limite antes da abertura da janela. Isso obriga os clubes a anteciparem decisões, seja para preservar atletas ou acelerar negociações.
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Barboza vive situação semelhante
No Botafogo, o zagueiro Alexander Barboza também está no radar do mercado. O Palmeiras mantém conversas pela contratação do defensor argentino para a próxima janela.
Diferentemente de Hulk, Barboza ainda pode atuar. O zagueiro soma dez jogos no Brasileirão e tem margem para apenas mais duas partidas antes de atingir o limite.
Além disso, a situação contratual pesa. Com vínculo até o fim de 2026 e sem renovação encaminhada, o defensor poderá assinar um pré-contrato a partir de julho e sair sem custos ao final do contrato.
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Alexander Barboza, zagueiro do Botafogo I Foto: Vitor Silva/Botafogo
Após o empate por 2 a 2 com o Internacional, em Brasília, Barboza foi criticado por torcedores, mas reafirmou o compromisso com o Botafogo. O jogador também recebeu apoio de John Textor, dono da SAF do clube.
Titular nas conquistas do Brasileirão e da Libertadores em 2024, o zagueiro segue como peça importante, mas tem o futuro indefinido em meio ao cenário criado pela nova regra.
Com Agência Estado
