
Oscar Schmidt no Hall da Fama da NBA
Divulgação / NBA
O ex-jogador Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), mas deixou um legado reconhecido por alguns dos maiores nomes da história da NBA.
Ídolo dos Lakers e cinco vezes campeão da NBA, Kobe Bryant já se declarou fã do “Mão Santa”. O astro, que morreu em 2020, contou que cresceu acompanhando o brasileiro.
“Cresci na Itália, assistindo aos jogos de Oscar Schmidt, e ele se tornou um ídolo. Não era tão conhecido nos Estados Unidos, mas era um jogador excelente. Conversei com ele durante a Olimpíada. Realmente gostava de vê-lo jogar quando era criança”, afirmou Kobe, em 2013, antes do All-Star Game em Houston.
Outro gigante da liga americana a reconhecer o talento do ex-ala foi Shaquille O'Neal, tetracampeão da NBA. O ex-pivô resumiu a mira do brasileiro com uma frase curta: “Se eu fosse bom em lances livres, seria Oscar Schmidt”.
Pan de 1987 marca amizade com Magic e admiração de Rick Barry
Magic Johnson, lendário armador dos Lakers, lembrou a final do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil derrotou os Estados Unidos.
“Lembram quando o Brasil venceu os EUA no Pan e Oscar anotou 46 pontos? Inacreditável! Nos tornamos amigos”, contou o ex-jogador.
Presente na lista dos 50 maiores atletas da NBA e membro do Hall da Fama, Rick Barry também destacou o impacto do brasileiro naquela decisão.
“Se eu treinasse o time, eu falaria para meus jogadores: se você marcar o Oscar, nunca largue ele. (...) E o que aconteceu? Eles largaram ele na defesa e o Oscar começou a simplesmente acabar com o jogo”, disse Barry, ao se referir ao duelo em Indianápolis.
Recusa à NBA e consagração no Hall da Fama
Oscar chegou a ser recrutado em 1984 pelo New Jersey Nets, hoje Brooklyn Nets, mas decidiu permanecer defendendo a seleção brasileira, já que teria de abrir mão da equipe nacional para atuar na NBA.
Em entrevista ao Estadão em 2024, ele explicou a escolha. “Para mim, a seleção era a coisa mais importante que havia na minha vida. Por isso que falei não para a NBA. O que mais queria ver era os brasileiros comemorando”, afirmou.
Décadas depois, em 2013, o ex-ala foi introduzido no Hall da Fama do basquete, em Springfield, nos Estados Unidos. Um de seus padrinhos na cerimônia foi Larry Bird, ídolo do Boston Celtics e tricampeão da liga.
“Acompanhei toda a carreira dele e esperava que ele jogasse na NBA para que eu pudesse competir contra ele ou com ele. Ele teve uma carreira incrível. Fiquei muito honrado quando ele me pediu para apresentá-lo”, disse Bird.
Com Estadão Conteúdo
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