
Prestianni discute com Vini Jr. em jogo do Benfica contra Real Madrid
REUTERS/Pedro Nunes
Resumo
Julgamento de Gianluca Prestianni resultou em suspensão de seis jogos pela Uefa devido a conduta discriminatória (racismo) contra Vinicius Júnior, atacante do Real Madrid.
Críticas de Luisão, ex-zagueiro e ídolo do Benfica, apontaram tentativa de suavizar a gravidade do caso durante o processo, questionando a mudança de versão do acusado e a condução da entidade.
Mensagem da punição foi considerada inadequada por Luisão, que destacou o perigo de amenizar consequências em casos de racismo e reiterou apoio a Vinicius Júnior, condenando a normalização desse tipo de atitude no futebol.
O ex-zagueiro Luisão rompeu o silêncio na noite desta sexta-feira (24) para expressar sua indignação com o desfecho do julgamento de Gianluca Prestianni. O atacante do Benfica foi punido pela Uefa com seis jogos de suspensão por conduta discriminatória (racismo) contra o brasileiro Vinicius Júnior, do Real Madrid.
O questionamento sobre o julgamento
Através de suas redes sociais, Luisão, que é um dos maiores ídolos da história do clube português, não poupou críticas à forma como a entidade conduziu o processo contra Prestianni. Para o ex-defensor, houve uma tentativa de suavizar a gravidade do ocorrido durante o julgamento.
O que me incomoda profundamente é a forma como esse caso se desenrolou. Uma fala que antes era negada passa a ser admitida, mas em outro contexto, e convenientemente se enquadrando em outro tipo de ofensa… Isso, por si só, levanta questionamentos. Não sobre o que pode ser provado, mas sobre o que estamos dispostos a aceitar, desabafou o brasileiro.
"Não pode ser normalizado"
O caso aconteceu originalmente em fevereiro deste ano, durante um confronto da Champions League. Desde o início, Luisão se posicionou firmemente ao lado de Vinicius Júnior, o que gerou, inclusive, mal-estar com parte da torcida do Benfica. Segundo o ex-atleta, a punição de seis jogos envia uma mensagem errada para o mundo do futebol.
No fim das contas, o recado que fica é perigoso. Parece que, dependendo do caminho escolhido, sempre existe uma forma de amenizar as consequências, que deveriam ser duras e exemplares. E isso não pode ser normalizado, completou.
Com informações da Estadão Conteúdo
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