
Lucas Pinheiro beijando a medalha de ouro
Christian Hartmann/Reuters
Resumo
A conquista de Lucas Pinheiro em Milão-Cortina 2026 provocou forte reação na Noruega. Jornais do país criticaram a Federação Norueguesa de Esqui pela saída do atleta.
O Aftenposten falou em perda simbólica, enquanto o VG classificou o caso como erro histórico de gestão. Ambos apontaram falhas administrativas no rompimento.
Já a NRK destacou o impacto cultural do título pelo Brasil, afirmando que o país nórdico agora observa à distância a consolidação de um novo ícone global.
A histórica conquista de Lucas Pinheiro Braathen no Slalom Gigante de Milão-Cortina 2026 abriu uma ferida profunda no esporte norueguês. A publicação Dagbladet, um dos principais veículos da Noruega, detonou a Federação Norueguesa de Esqui (NSF) por ter permitido que um de seus maiores talentos trocasse de nacionalidade após disputas burocráticas.
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"Um erro de desprezo"
Para o Dagbladet, o ouro brasileiro nas pistas de Bormio é a prova definitiva da incompetência gerencial da federação norueguesa. O jornal afirma categoricamente que "o Brasil soube valorizar o que nós [Noruega] tratamos com desprezo", referindo-se ao imbróglio de 2023 sobre direitos de imagem e patrocínios que levou Lucas a romper com o país escandinavo.
A publicação ressalta o contraste: enquanto a Noruega tentou punir o atleta com multas e restrições comerciais, o Brasil ofereceu a estrutura e a liberdade necessárias para que ele se tornasse o primeiro campeão olímpico de inverno da história do país.
Convite presidencial e status de herói
A reportagem destaca ainda que a vitória de Lucas já atingiu a esfera política máxima no Brasil. Segundo apuração do jornal, o presidente Lula já entrou em contato com o staff do esquiador para convidá-lo para uma recepção oficial com honras de Estado no Palácio do Planalto.
O veículo destaca que, no Brasil, o esqui alpino deixou de ser um esporte de nicho para transformar Braathen em um ícone nacional, comparável às maiores lendas do esporte brasileiro. "Ele não é apenas um esquiador, ele é um símbolo de liberdade", afirmou um membro da delegação brasileira ao jornal.
Lágrimas e Redenção
O relato do Dagbladet descreve um ambiente de choque para os noruegueses presentes em Bormio. Ver Lucas Pinheiro Braathen chorar ao ouvir o hino brasileiro no topo do pódio foi classificado como uma cena "surreal" e um lembrete doloroso do que a Noruega perdeu por arrogância institucional.
"É um sonho. Não consigo descrever o que sinto ao levar esta medalha para o povo brasileiro", disse Lucas aspa reproduzida pelo veículo norueguês, consolidando sua escolha de três anos atrás.
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