Faltou gol no empate por 0 a 0 entre Corinthians e Palmeiras, em clássico neste domingo (13) pelo Campeonato Brasileiro. Mas se faltou bola na rede, sobrou polêmica no dérbi paulista do fim de semana.
O clássico foi marcado por incidentes dentro e fora de campo, envolvendo provocações, agressões e uma denúncia de racismo na Neo Química Arena. Confira o que rolou:
Gesto obsceno
As provocações nos clássicos Corinthians e Palmeiras já são praxe, e mais uma vez se fizeram presentes. Desta vez, porém, custaram caro ao time de Fernando Diniz.
Aos 35 minutos do primeiro tempo, Andreas Pereira cometeu uma falta em André. Ao se levantar, o volante corintiano levou a mão ao genital, fazendo um gesto aos adversários. Os palmeirenses se irritam e a arbitragem consultou o VAR para constatar o gesto, expulsando André.
Curiosamente, exatos 11 dias antes, Allan havia sido expulso pelo mesmo motivo na derrota por 3 a 1 para o Fluminense. O jogador acabou multado pela diretoria.
No segundo tempo, Matheuzinho também foi expulso, desta vez por agressão a Flaco Lopez. Mesmo assim, o Timão conseguiu segurar o 0 a 0.

Timão segurou 0 a 0 com dois jogadores a menos (Imagem: Jean Carniel/Reuters)
Objetos voadores identificados
O jogo foi paralisado em duas ocasiões por causa de objetos que caíram no gramado.
No primeiro tempo, linhas de pipa atingiram o campo, obrigando a arbitragem a parar o jogo para a retirada.
No segundo tempo, foi a vez de um drone atirar um porco de pelúcia. O zagueiro Gustavo Gómez, do Verdão, tirou o brinquedo de campo para que o clássico pudesse ter sequência.
Ofensa racista
Um vídeo público pelo site Nosso Palestra mostra uma pessoa na torcida do Corinthians ofender o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, com uma expressão racista após uma defesa em uma conclusão de Yuri Alberto.
Os dois clubes manifestaram notas oficiais a respeito do caso. Em sua manifestação, o Palmeiras pediu providências das autoridades.
“Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo”, diz o texto.
Por sua vez, o Corinthians manifestou solidariedade ao atleta adversário e repudiou a manifestação da torcida, prometendo esforços para identificar e responsabilizar as pessoas responsáveis pela ofensa.
“O clube repudia de forma veemente qualquer ato de racismo ou discriminação, reforçando seu compromisso histórico na luta por respeito, igualdade e inclusão dentro e fora de campo”, defende a nota. “O Corinthians informa que não medirá esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) deste ato inaceitável, colaborando integralmente com as autoridades competentes para que as devidas providências sejam tomadas.”
Agressões
Também em nota, o Palmeiras afirmou que o atacante Luighi foi agredido por funcionários do Corinthians no túnel de acesso aos vestiários da Neo Química Arena, prometendo registrar o caso no Jecrim (Juizado Especial Criminal).
O Corinthians, por sua vez, afirmou que Gabriel Paulista e Breno Bidon foram agredidos por seguranças do Palmeiras. Os dois jogadores também prestariam queixas no Jecrim.
As alegadas agressões teriam acontecido ao fim do jogo, quando representantes das duas equipes se envolveram em uma briga generalizada no acesso entre os vestiários e o gramado.
Sequência
O Palmeiras lidera o Campeonato Brasileiro com 26 pontos em 11 jogos (seis a mais que o Flamengo, que tem um jogo a menos). Já o Corinthians tem 11 pontos em 11 partidas e é o 16º colocado.
Os dois times voltam a campo pela competição no fim de semana. No sábado (18), o Corinthians visita o Vitória; no domingo (19), o Palmeiras recebe o Athletico Paranaense.
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

