
Gianni Infantino, presidente da FIFA
REUTERS/Henry Romero
Resumo
Decisão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi responder críticas sobre a Copa do Mundo de 2026 nos EUA, Canadá e México, acusando opositores de espalharem desinformação e defendendo o evento como símbolo de união, não política.
Manifestação incluiu ataques à imprensa e críticos por hostilidade e fake news, além de ressalva sobre debates envolvendo restrições de entrada nos EUA, presença de países em crise e polêmicas disciplinares, como a expulsão anulada do jogador Folarin Balogun.
Destaque para problemas com vistos, impacto nas delegações e árbitros, exemplos como o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan impedido de entrar no país, e defesa de Infantino de que a Copa transcorreu com segurança, alegria e felicidade entre torcedores.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, decidiu quebrar o silêncio e responder de forma enfática aos questionamentos que cercaram a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México. Em uma carta aberta publicada em suas redes sociais, o dirigente acusou os opositores de espalharem desinformação e resumiu a essência do torneio em uma frase categórica: "Futebol não é política, é união."
A manifestação ocorreu após a edição de 2026 ser marcada por debates sobre a organização, restrições de entrada de estrangeiros nos EUA e decisões disciplinares controversas. Infantino criticou duramente quem focou nos problemas em vez de celebrar a festa das arquibancadas.
"A todos vocês que deixaram de ver crianças, bebês, avós e pais se reunirem em torno desse belo esporte, peço desculpas por os jogos já terem acabado e por vocês terem perdido toda essa alegria e união", escreveu o dirigente.
Ataque às fake news e defesa do espetáculo
Aprofundando o tom de desabafo, o mandatário da entidade máxima do futebol atacou diretamente os detratores, afirmando que a cobertura de parte da imprensa e dos críticos foi alimentada por hostilidade e informações inverídicas.
"Aos que, por trás de suas canetas e papéis, ou atrás de suas telas, espalham ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem aí, nós, na Fifa, estamos na linha de frente organizando, trabalhando arduamente e entregando o maior espetáculo do mundo", afirmou Infantino.
Geopolítica, vistos e arbitragem no centro das atenções
Infantino destacou a presença de países em cenários de crise ou conflito e citou pontualmente a participação de uma das seleções mais visadas da competição.
"O Irã entrou nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito. A seleção iraniana recebeu vistos para entrar porque o futebol é sobre paz. Não é sobre política", declarou.

Torcida do Irã durante jogo da Copa do Mundo de 2026
Crédito: REUTERS/Daniel Cole
Apesar da fala, o torneio foi impactado por severas restrições de entrada em solo estadunidense, que afetaram torcedores, membros de delegações e até profissionais do apito — como o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de ingressar no país mesmo portando visto válido.
Polêmicas disciplinares no gramado
Outro ponto que gerou forte desconfiança durante o Mundial foi o campo disciplinar, especialmente em episódios como o do atacante norte-americano Folarin Balogun. O atleta havia sido expulso e enfrentaria suspensão automática, mas teve a punição anulada antes do jogo contra a Bélgica, levantando suspeitas de favorecimento e interferência política na entidade.

Balogun comemora seu segundo gol com a camisa dos Estados Unidos
Crédito: REUTERS/Matthew Childs
Sem citar o jogador nominalmente, Infantino minimizou os episódios de arbitragem e argumentou que falhas e decisões questionáveis acontecem nas principais ligas do planeta. Segundo o dirigente, a Fifa atua em um ecossistema muito mais complexo e, no saldo final, a Copa transcorreu com segurança, marcada por "alegria e felicidade" entre torcedores de todas as partes do globo.
Com informações da Estadão Conteúdos
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:
