Jogo Aberto

Altitude em El Alto gera críticas no Jogo Aberto antes de Bolívia x Brasil

Bancada discutiu riscos físicos, estratégias de adaptação e cobrou medidas contra jogos em condições extremas

Da redação
DA REDAÇÃO

08/09/2025 • 13:01 • Atualizado em 08/09/2025 • 13:01

Estádio em El Alto, na Bolívia, localizado a mais de 4.100 metros de altitude, palco do duelo contra o Brasil

Estádio em El Alto, na Bolívia, localizado a mais de 4.100 metros de altitude, palco do duelo contra o Brasil

Divulgação / @conmebol

Resumo

A altitude de mais de 4.100 metros em El Alto foi criticada como desumana por comentaristas no programa Jogo Aberto, questionando a decisão da Conmebol de autorizar partidas nesse cenário.

Ulisses Costa chamou a situação de "doping" devido à vantagem dos locais habituados, enquanto Marco Aurélio Cunha e Renata Fan discutiram estratégias de adaptação e a necessidade de enfrentar a altitude sem desculpas.

A falta de ação da Fifa e da Conmebol foi criticada, com previsões de que só haverá mudanças após um incidente grave. Apesar disso, a qualidade da seleção brasileira é vista como capaz de superar a dificuldade da altitude nas Eliminatórias.

A altitude em El Alto, palco do confronto entre Bolívia e Brasil, dominou o debate no Jogo Aberto desta segunda-feira (8). O tema gerou divergências entre os comentaristas, que classificaram as condições como “desumanas” e questionaram a decisão da Conmebol em autorizar partidas em estádios situados a mais de 4.100 metros acima do nível do mar.

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Ulisses Costa foi contundente: “É um negócio desumano, é como se fosse um doping. Você se beneficia porque está habituado a jogar ali. É injusto com os adversários.”

Estratégia e logística

Marco Aurélio Cunha destacou que a preparação deve levar em conta a fisiologia de cada atleta. “Chegar em cima da hora pode minimizar os efeitos. Já vi jogadores passarem mal até em Santa Cruz de La Sierra, onde nem tem altitude. É um desafio para o organismo”, disse.

Renata Fan reforçou que, independentemente da adaptação, a Seleção terá de lidar com um cenário hostil. “A altitude é um fator que pesa, mas não pode servir como desculpa para o Brasil. É preciso encarar o jogo como oportunidade de observação.”

Críticas às entidades

A mesa também criticou a falta de posicionamento da Fifa e da Conmebol sobre os riscos de partidas em condições extremas. “Acho que só vão tomar providência quando acontecer uma tragédia dentro de campo”, alertou Chico Garcia.

Heverton Guimarães, por outro lado, mostrou confiança no potencial da Seleção. “Mesmo com tudo isso, o Brasil vence amanhã. Nem a altitude vai ser suficiente para segurar a qualidade dos nossos jogadores.”

Expectativa para o duelo

O consenso entre os comentaristas é de que Carlo Ancelotti precisará usar o jogo para testar alternativas, mas sem esperar uma atuação brilhante. “Não dá para cobrar espetáculo em 4.100 metros. O importante é avaliar quem responde bem em um ambiente tão adverso”, concluiu Marco Aurélio.

Apesar das críticas, a expectativa da bancada é que o Brasil mantenha o favoritismo e consiga superar mais esse obstáculo nas Eliminatórias.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.