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Augusto Melo e ex-dirigentes do Corinthians viram réus no caso VaideBet

Por Redação
REDAÇÃO

22/07/2025 • 20:41 • Atualizado em 22/07/2025 • 20:41

Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians

Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians

Rodrigo Coca / Corinthians

Ministério Público tinha denunciado Melo por lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto qualificado

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Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, virou réu no caso VaideBet. O Ministério Público tinha feito uma denúncia contra ele, que foi acatada pela Justiça de São Paulo.

Além de Melo, Sérgio Moura, Marcelo Mariano e Alex Cassundé também viraram réus no caso. Moura foi superintendente de marketing no clube. Mariano era diretor administrativo. Cassundé intermediou a negociação entre Corinthians e a empresa VaideBet.

A defesa de Augusto Melo não se manifestou após essa decisão da Justiça. Mas já tinha reclamado de falta de clareza e objetividade da denúncia do MP.

Inicialmente o MP tinha pedido que, em caso de condenação, os responsáveis indenizem o Corinthians em R$ 40 milhões.

Entenda o caso VaideBet

Primeiro contrato da gestão Augusto Melo, o acordo de R$ 360 milhões da Vai de Bet com o Corinthians, rescindido unilateralmente pela casa de aposta em junho de 2024, previa o pagamento de 7% do montante líquido de cada parcela à intermediadora Rede Media Social Ltda. Ou seja, R$ 700 mil por mês ao longo de três anos, resultando em R$ 25,2 milhões ao fim do contrato.

Citada no contrato como intermediadora do negócio, a Rede Media Social Ltda. tem CNPJ no nome de Alex Cassundé, antigo membro da equipe de comunicação do presidente Augusto Melo.

A rescisão por parte da Vai de Bet ocorreu após vir à tona repasses de parte da comissão pela Rede Media Social Ltda à Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda, suposta empresa "laranja" cujo CNPJ está em nome de Edna Oliveira dos Santos, mulher de origem humilde de Peruíbe, no litoral paulista.

A Polícia Civil, por meio da Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), concluiu que a Rede Social Media Ltda usou uma rede de empresas fantasmas para fazer R$ 1 milhão chegar à conta bancária da UJ Football Talent Intermediação, apontada como braço do PCC. O clube nega ter contrato com a empresa.