
Bruno Henrique, do Flamengo
Peter Ilicciev/Enquadrar/Estadão Conteúdo
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou nesta sexta-feira (25) a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, e seu irmão, Wander Nunes Pinto Junior, por crime de manipulação de resultado esportivo.
A denúncia, feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPDFT, aponta que Bruno Henrique teria atuado deliberadamente para ser punido com cartões amarelo e vermelho durante a partida entre Flamengo e Santos, no dia 1º de novembro de 2023. Ele teria informado previamente ao irmão sobre a intenção de provocar as punições, possibilitando apostas direcionadas em plataformas online.
De acordo com as investigações, Wander teria formalizado as apostas e repassado a informação privilegiada a outros envolvidos. Ao todo, nove pessoas foram denunciadas por envolvimento nas apostas mas a Justiça rejeitou a acusação de estelionato contra os demais investigados por ausência de representação formal das casas de apostas, condição necessária para o prosseguimento da ação penal nesse tipo de crime.
Segundo o juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal de Brasília, os indícios colhidos durante a investigação da Polícia Federal são suficientes para o início da ação penal contra Bruno Henrique e Wander. Entre as provas reunidas estão alertas da International Betting Integrity Association (IBIA), movimentações atípicas em plataformas de apostas como Betano, GaleraBet, KTO e Blaze, além de trocas de mensagens recuperadas dos celulares dos acusados.
Apesar da gravidade dos fatos, o magistrado indeferiu o pedido do Ministério Público para imposição de fiança de R$ 2 milhões ao jogador e outras medidas cautelares, como a proibição de firmar contratos com casas de apostas. Para o juiz, não há indícios de que os réus estejam tentando fugir da Justiça ou atrapalhar o processo.
Com a decisão, Bruno Henrique e Wander foram citados formalmente e terão dez dias para apresentar defesa. A denúncia foi recebida com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, que trata da manipulação de resultados em competições esportivas. Se condenados, os irmãos podem pegar até seis anos de prisão.
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

