
Destruição na Palestina
Divulgação/ Federação Palestina de Futebol
A Federação Palestina de Futebol publicou no site oficial um balanço de como os ataques de Israel afetaram os esportes no país. O Hamas declarou o fim da guerra nesta quinta-feira (9), mas serão necessários anos para recuperar o prejuízo.
O problema mais grave é humanitário: centenas de pessoas envolvidas com o esporte morreram por causa de ataques. Mas também há dificuldades por causa da estrutura.
"Quase todas as formas de atividade esportiva foram paralisadas, depois que estádios foram transformados em campos de escombros, e a comunidade esportiva perdeu centenas de mártires, incluindo jogadores, treinadores e gestores", informou o site da Federação Palestina.
Mortes de atletas palestinos
A Federação Palestina registrou a morte 949 atletas desde o início da guerra, sendo que 467 eram jogadores de futebol.
Chamou atenção a morte Suleiman Al-Obeid, que era chamado de "Pelé Palestino". Também morreram o técnico da seleção olímpica, Hani Al-Masdar, e o juiz internacional Mohammed Khattab. Em setembro deste ano, o exército atirou contra o jogador de futebol palestino Mohammed al-Satri. Ele estava esperando por ajuda alimentar em Rafah, ao sul da Faixa de Gaza.
Estrutura esportiva atacada na Faixa de Gaza
A Palestina diz que a sede e os estádios da Associação de Futebol tornaram-se alvos diretos. Segunda a federação, a Faixa de Gaza teve 269 instalações esportivas destruídas total ou parcialmente.
Mesmo quando o cessar-fogo já estava sendo negociado, em 5 de outubro, forças ocuparam a sede da Associação Palestina de Futebol, na cidade de Al-Ram, e lançaram bombas de gás lacrimogênio.
Ações diplomáticas
A Palestina tentou se manifestar em fóruns internacionais para denunciar os ataques aos esportes. Pediram punições para Israel e ajuda humanitária.
Agora o país promete esforços para se reerguer: "A Associação Palestina de Futebol, por meio de suas seleções nacionais, continua afirmando que o esporte surgirá dos escombros, e que a voz da Palestina permanecerá presente nos estádios e na consciência humana, porque "o esporte na Palestina não é um luxo... mas sim uma forma de firmeza".
O outro lado
Israel não assumiu diretamente os ataques contra instalações esportivas. Mas costuma alegar que ataca áreas públicas e civis porque o Hamas utiliza esses espaços para armazenar armas e comandar ataques. Também diz que o grupo "usa civis como humanos".
“Qualquer morte de civil é uma tragédia. E não deveríamos ter nenhuma, porque estamos fazendo tudo o que podemos para tirar os civis do caminho do perigo, enquanto o Hamas faz de tudo para mantê-los no caminho do perigo", alegou Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, em entrevista à CBS.
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