
Petkovic, a filha funkeira Ana e esposa Violeta
Reprodução/ Instagram @dejanpetkovicoficial
Dejan Petkovic é ídolo do Flamengo e já foi comentarista de televisão, então é normal vê-lo em evidência. Mas agora ele está em uma fase mais discreta, quase “sumido”. Completou 53 anos nesta quarta-feira (10) e segue ativo no futebol, mas com foco em projetos sociais.
Ocasionalmente, Petkovic aparece em entrevistas para falar sobre Flamengo e Seleção Brasileira. Recentemente elogiou os técnicos Filipe Luís e Carlo Ancelotti, por exemplo. Mas também criticou a estrutura do futebol brasileiro. E disse que cogita voltar ao Fla como dirigente.
Projetos sociais
Nos últimos três anos, Petkovic tem se dedicado principalmente ao projeto social e esportivo “Aprenda com o Pet – Futebol Camp”. É uma iniciativa voltada para crianças a partir de 5 anos. O evento é realizado em Petrópolis (RJ), com participação de ex-jogadores e amigos do futebol. O objetivo é incentivar o aprendizado técnico e outros valores, como trabalho em equipe, superação e disciplina.
Petkovic também tem marcado presença em jogos e eventos beneficentes e culturais. Um deles foi o projeto “Ganhe Ajudando”, em que sorteou uma experiência com torcedores do Flamengo em prol da APAE Brasil.
Em relação a jogos beneficentes e ligados a jovens, Petkovic liderou um time na Copa Fla Brasil. Ele até fez gol de falta no evento.
Projetos profissionais
Depois que se aposentou, Petkovic mostrou uma “veia” de empresário. Investiu em diversos ramos, passando por pizzaria, administração imobiliária e recursos humanos. Na sequência passou a se dedicar aos estudos sobre gestão de futebol e virou comentarista.
Mais recentemente, em 2023, ele criou uma empresa chamada Petkovic Consultoria, que está ativa e atua em agenciamento de profissionais esportivos. O capital social declarado é de R$ 100 mil, com sede na Barra da Tijuca.
Opiniões sobre Seleção Brasileira e Flamengo
No começo do ano, Petkovic foi ouvido pela ESPN sobre a chegada de Filipe Luís ao Flamengo. Ele elogiou a aposta do Flamengo: "Filipe é muito inteligente, gosta e se prepara. Pode ter chance de exercer um trabalho bem bacana. “Ele tem muito potencial. Tem que deixar o trabalho. Um ano, dois anos. Para que mudar? Vai perder e não jogar bem? Faz parte. Acredito que o Flamengo vai ter paz para trabalhar e o sucesso deve vir“.
Ele também falou sobre a possibilidade voltar ao Fla: “Desde 2013 eu digo isso: vice-presidente? Não. Diretor? Sim. É um cargo remunerado e de decisão. É o que quero".
Petkovic também aprovou a chegada de Ancelotti na Seleção, em entrevista à CNN: “Na minha opinião, estamos falando de um dos três melhores técnicos que temos nesse planeta. Acho que temos um cara que pode dar cara pra frente e pode ter respeito no vestiário, que ultimamente isso faltou pra gente”
Mas também criticou a Seleção Brasileira, apontando que a ausência de títulos mundiais é "reflexo de falhas estruturais na base e na gestão do esporte".
Política
Petkovic costuma dizer que não tem intenção de se lançar na política e, por isso mesmo, nunca se naturalizou brasileiro.
Mas em 2024, ele chamou atenção porque participou de um encontro com o presidente Lula e o embaixador da Sérvia no Brasil. A intenção, segundo ele, foi apenas representar a união simbólica entre os dois países.

Fora dos gramados
Petkovic segue casado com a esposa, Violeta, com quem teve duas filhas.
Ana, a mais velha, seguiu a carreira de cantora e recentemente fez uma virada na carreira. Deixou a MPB para cantar funk.
Inês, a mais nova, estudou administração na Europa e segue uma vida mais discreta, mas já publicou fotos sensuais no Instagram.
Quem foi Petkovic em campo

Antes de brilhar no Brasil, Petkovic começou a carreira no Estrela Vermelha, da Sérvia. Teve passagens rápidas por Real Madrid, Racing e Sevilla, antes de fazer história no futebol brasileiro.
Petkovic desembarcou no Brasil em 1997. Jogou no Vitória e depois virou ídolo no Flamengo, onde protagonizou momentos históricos, como o gol decisivo na conquista do Campeonato Brasileiro de 2009.
Defendeu outros times, com menos destaque, como Vasco, Fluminense, Santos, Atlético-MG e Goiás. Ficou famoso pelas cobranças de falta e pela técnica, em um estilo de meio-campista cerebral, pouco visto hoje em dia. Aposentou-se em 2011.
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