
O primeiro vice-presidente do Corinthians, Osmar Stabile
Reprodução/Twitter/@vessoni
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou o impeachment do presidente Augusto Melo, após votação nesta segunda-feira (26). Ele será afastado e ainda pode voltar ao cargo. Mas por enquanto, o primeiro vice-presidente, Osmar Stábile, assumirá o comando do Corinthians de forma interina.
O impeachment de Melo foi decretado com 176 votos a favor, com 57 contra. Agora o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, tem até cinco dias para convocar a Assembleia-Geral de associados, que deverá confirmar ou rejeitar o impeachment.
Embora não haja um prazo definido para essa votação entre os associados, a expectativa é de que ocorra em até 60 dias. Se a destituição for aprovada, o Conselho realizará nova eleição para presidente, essa restrita a seus próprios membros. Na última quinta-feira (22), Augusto Melo foi indiciado pela Polícia por furto qualificado pelo abuso de confiança, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Também foram indiciados o ex-diretor administrativo do clube Marcelo Mariano; o ex-diretor de marketing, Sérgio Moura; e Alex Cassundé, dono da empresa responsável pela intermediação do contrato de patrocínio.
Quem é Osmar Stábile
O empresário do ramo do metal tem longa trajetória política no Corinthians. Ele já concorreu a cargos de liderança em diversas eleições, como as de 2015 e 2018, quando integrou chapas de oposição como candidato a vice-presidente, além de integrar outras diretorias, como a de Alberto Dualib, em 2007. Apesar de faz parte da gestão de Augusto Melo, nos últimos meses rompeu politicamente com o presidente, uma figura crítica à sua administração. Em 2019, seu nome ficou em voga depois de assumir ter produzido um vídeo divulgado pelo Palácio do Planalto durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). A peça, com cerca de dois minutos, exaltava o golpe militar de 1964, afirmando que o Exército havia salvado o país.
“O Exército nos salvou. O Exército nos salvou. Não há como negar. E tudo isso aconteceu num dia comum de hoje, um 31 de março. Não dá para mudar a história”, diz o apresentador do vídeo em um trecho da gravação.
Em nota, Stábile se descreveu como um “patriota e entusiasta do contragolpe preventivo” e que não teve “a pretensão de mexer com os brios, dores e sentimentos daqueles que se dizem perseguidos pelas Forças do Estado naquele importante período da nossa história”.
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