Jogo Aberto

Entenda como o Remo se colocou na disputa para voltar à Série A após 33 anos

Time paraense está em 4º lugar e somou 5 vitórias consecutivas na reta final da Série B

Allan Brito
ALLAN BRITO

23/10/2025 • 23:02 • Atualizado em 23/10/2025 • 23:02

Remo comemora boa fase na Série B

Remo comemora boa fase na Série B

Samara Miranda / Remo

Depois de 33 anos nas divisões de acesso, o Remo pode voltar à Série A do Campeonato Brasileiro. O Leão vive boa fase na Série B e está dentro do G4.

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A história chama atenção porque o Remo estava na Série C até a temporada passada. Teve uma temporada conturbada, mas conseguiu encaixar o time na reta final e garantiu o acesso.

Em 2025, o Remo começou muito bem na Série B, depois teve uma longa oscilação, mas agora está embalado, com 5 vitórias seguidas, em 4º lugar.

Veja 7 pontos que ajudam a explicar a boa campanha do Remo:

1. Novo mandato: a história de 2025 começou em 2024, quando Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, assumiu como presidente. Ele começou a reorganizar o clube, principalmente porque contratou o executivo de futebol Sérgio Papelin, um dos responsáveis pelo crescimento recente do Fortaleza. Os dois começaram um processo de reorganizar o clube internamente.

2. Apoio do governo: o banco estadual Banpará tem patrocinado os times paraenses. No campeonato estadual de 2025 pagou o maior patrocínio da história da competição, R$ 7 milhões. O Remo recebeu R$ 2,6 milhões neste ano e já tinha ganhado valores parecidos em anos anteriores. Essa estabilidade ajudou tanto Paysandu e Remo a voltarem para Série B. Mas o Leão está conseguindo aproveitar melhor que o rival, que está praticamente rebaixado à Série C de volta.

3. Marcos Braz: o Fortaleza pagou o valor da multa rescisória e tirou Papelin do Remo. A saída de um dirigente tão importante poderia ter sido um problema para o Remo. Mas Marcos Braz, ex-dirigente de futebol do Flamengo, foi o substituto. Ele manteve o clube com experiência e influência no mercado da bola.

4. Mudança de nível do elenco: o Remo entendeu que precisava reformular o elenco que tinha subido para Série B. E mais do que isso: não se acomodou com o time que começou bem na Série B. Muitos reforços chegaram durante a campanha e estão sendo importantes na reta final.

5. Arrecadação cresceu: a boa gestão, implantada desde 2024, começou a gerar frutos em 2025. Só no primeiro semestre, o Remo ganhou cerca de R$ 3 milhões só com vendas de atletas e saídas de técnico (Daniel Paulista) e dirigente (Papelin). É um valor muito acima do que o clube vinha ganhando anteriormente nessa área.

6. Torcida: o Remo tem a segunda melhor média de público da Série B, com 18.814 pessoas, atrás apenas do Coritiba (20.740). As festas dos torcedores estão empurrando o time desde o acesso de 2024. E agora, nesta Série B, o Leão tem 9 vitórias, 4 empates e só 4 derrotas em casa.

7. Daniel Paulista e Guto Ferreira: o Remo começou muito bem na Série B com o técnico Daniel Paulista, que saiu para o Sport. Depois chegou o português António Oliveira, que fez o time cair de rendimento e quase tirou o Remo da briga pelo acesso. Mas Guto Ferreira foi contratado para a reta final e recolocou o clube no G4 com 5 vitórias consecutivas.

8. Destaques individuais: Pedro Rocha é o artilheiro da Série B, com 14 gols. O goleiro Marcelo Rangel salvou a defesa nos momentos mais difíceis da campanha. E o zagueiro Reynaldo chama atenção pela firmeza e regularidade. Nas partidas mais recentes, quem tem decidido é o uruguaio Diego Hernández, que está emprestado pelo Botafogo. Ele fez 3 golaços de falta e deu uma assistência em 5 jogos.

Próximos jogos

O Remo fará um confronto direto nesta sexta-feira (24), contra o Cuiabá, fora de casa.

Depois jogará contra Chapecoense (em casa), Novorizontino (fora), Avaí (fora) e Goiás (em casa).

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