Jogo Aberto

Após confusão no Corinthians, Romeu Tuma Jr fala em 'invasão' e diretor jurídico cita 'golpe'

Conselheira diz ter assumido Conselho Deliberativo e que ação de impeachment teria sido anulada

THATIANA TAVARES

31/05/2025 • 22:21 • Atualizado em 31/05/2025 • 22:21

Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho Deliberativo, e Leonardo Pantaleão, superintendente jurídico do clube, classificaram como "golpe" a confusão no Parque São Jorge, neste sábado (31), com a tentativa de Augusto Melo retornar à presidência do Corinthians por meio de documento apresentado por Maria Ângela de Sousa Ocampos, conselheira que diz ter assumido o conselho.

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“É ilegal, não tem um amparo estatutário. A gente lamenta profundamente um ato dessa natureza, uma marca triste na história do Corinthians. Um clube que sempre lutou pela democracia, sempre repudiou qualquer ato de agressividade, ato que fosse ilegal. Não tem nenhuma validade jurídica. Vamos na delegacia registrar essa invasão, esse constrangimento ilegal”, afirmou Romeu Tuma Jr., nos arredores da sede do clube.

Leonardo Pantaleão, atual superintendente jurídico do Corinthians, afirmou que o documento apresentado pelo grupo de Augusto Melo não tem validade nenhuma e que, por isso, “Osmar Stabile segue na presidência do clube e Romeu Tuma Jr. na presidência do Conselho Deliberativo".

Não tenho dúvida alguma. Esse sim foi um verdadeiro golpe, a partir do momento que você quer fazer valer um documento que não tem validade jurídica alguma. O Augusto tem direito a brigar pelo seu retorno à presidência, desde que o faça da maneira correta - Leonardo Pantaleão.

Depois de reconhecer que Augusto Melo tem o direito de lutar para retornar à presidência do Corinthians, o superintendente jurídico pediu para que o dirigente o faça “de maneiras legais”.

“Ou ele volta pelo resultado da assembleia, marcada para 9 de agosto, ou através de uma liminar. Esse documento apresentado hoje não tem qualquer valor”, disse Pantaleão. “É um dos dias mais tristes do Corinthians, sem dúvidas, essa disputa pelo poder não encontra limites jurídicos, nem morais, muitas vezes".

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