Jogo Aberto

Procon e MP vão investigar São Silvestre por causa de cota exclusiva

Assessoria teve acesso a vagas, mesmo depois das inscrições acabarem

Allan Brito
ALLAN BRITO

01/10/2025 • 17:11 • Atualizado em 01/10/2025 • 17:11

Polêmica na São Silvestre

Polêmica na São Silvestre

Divulgação/ Instagram @correnoibira

A 100ª edição da Corrida de São Silvestre está na mira do Procon-SP e do Ministério Público. O problema é que a empresa Urbia, através da assessoria Corre no Ibira, anunciou cotas exclusivas de inscrição para a competição, mesmo depois das vagas acabarem.

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As inscrições para a corrida acabaram em poucos minutos. Muitas pessoas ficaram frustradas porque estavam na fila, mas não conseguiram as vagas.

Pouco depois, a Corre no Ibira anunciou que tinha vagas exclusivas para todos que fizessem parte da assessoria. Houve uma "chuva" de críticas no Instagram.

Pouco depois, a Corre no Ibira fez uma nova publicação e disse que havia uma quantidade limitada de vagas, 175. Também disse como obteve as inscrições: "como apoiadores oficiais, adquirimos determinadas vagas para disponibilizar aos nossos atletas".

Procon e MP de olho

O Procon-SP confirmou ao Band.com.br que vai pedir informações à Urbia sobre essa cota exclusiva. O órgão destaca que as regras para participação na corrida precisam ser divulgadas previamente.

"As condições devem ser garantidas igualmente a todos os interessados, sem que haja a necessidade de vincular a inscrição à contratação de algum tipo de serviço ou à compra de algum produto", alertou o Procon.

O Ministério Público também está de olho na situação. Silvio Marques, promotor do Patrimônio Público e Social de São Paulo, disse ao Metrópoles que investigará o caso.