
Camisa azul sairia de cena para dar lugar ao novo uniforme vermelho
Carl Recine / Reuters
O site Footy Headlines, especialista em “vazamentos” de uniformes, revelou nesta segunda-feira (28) que o segundo uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 não terá o já tradicional azul como cor principal, mas sim o inesperado vermelho. Ainda segundo o site, ao invés do símbolo da Nike, a nova camisa brasileira levará a logo da Jordan Brands, braço esportivo da empresa americana ligado a Michael Jordan, reforçando o apelo global da mudança.A decisão de adotar o vermelho faz parte de uma estratégia de reposicionamento da marca Seleção Brasileira, mirando um público mais jovem e diversificado. Segundo a apuração de veículos internacionais, a cor foi escolhida por transmitir energia, paixão e força – valores que a nova geração da CBF quer associar ao time nacional.
Apesar de inesperado, o uso da cor pela Seleção não é inédito. O Brasil já jogou com um uniforme vermelho em outras duas oportunidades, todas improvisadas: a primeira vez foi em no Campeonato Sul-Americano (hoje Copa América) de 1917, no Chile. Na época, a camisa da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) era predominantemente branca. Em um grupo com chilenos e argentinos, que também usavam a mesma coloração em suas camisas, coube aos brasileiros improvisar e usar a camisa avermelhada.
A segunda oportunidade aconteceu quase 20 anos depois, em 1936, pelo mesmo torneio, dessa vez na Argentina. O Brasil, ainda de branco, encarou a seleção do Peru, que usava a mesma cor em sua camisa. Por isso, os jogadores brasileiros tiveram novamente de improvisar e usar um uniforme vermelho – dessa vez emprestado pelo Independiente de Avellaneda, heptacampeão da Libertadores. O uniforme branco foi usado pela esquete brasileira desde sua primeira partida, em 1914. Com ele, jogamos as primeiras quatro edições de Copa do Mundo, mas foi abolido depois da derrota para o Uruguai na decisão do mundial de 1950. Por meio de um concurso, a cor amarela foi a escolhida – e se mantém até hoje. Já a camisa azul foi instituída em 1936 e, com ela, vencemos nosso primeiro título oito anos depois do Maracanazo, na Suécia.
Estatuto da CBF proíbe camisas de outras cores
Apesar da discussão, o uso de um uniforme vermelho pela equipe pentacampeã do mundo precisaria passar pela chancela da cúpula da entidade máxima do futebol nacional, uma vez que o inciso III do artigo 13 do capítulo III prevê que os uniformes devem ter cores presentes na bandeira da CBF (azul, amarelo, verde e branco).“III – os uniformes obedecerão às cores existentes na bandeira da CBF e conterão o emblema descrito no inciso II deste artigo, podendo variar de acordo com exigências do clima, em modelos aprovados pela Diretoria, não sendo obrigatório que cada tipo de uniforme contenha todas as cores existentes na bandeira e sendo permitida a elaboração de modelos comemorativos em cores diversas, sempre mediante aprovação da Diretoria”, diz o documento.
A única exceção prevista é em eventos comemorativos, como o de junho de 2023, em que o Brasil enfrentou a seleção da Guiné com um uniforme preto em alusão ao antiracismo e como homenagem a Vinícius Júnior. Na ocasião, a equipe comandada por Ramon Menezes goleou os africanos por 4 a 1.
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