Jogo Aberto

Torcedor deve ser banido, cobra Renata Fan após caso de racismo contra jogador do Palmeiras

Atacante Luighi foi alvo de ataques racistas em jogo contra o Cerro Porteño pela Libertadores sub-20

Da redação
DA REDAÇÃO

07/03/2025 • 12:38 • Atualizado em 07/03/2025 • 12:38

A partida desta quinta-feira (6) entre Palmeiras e Cerro Porteño, pela Libertadores sub-20, foi marcada por ataques racistas da torcida paraguaia ao atacante Luighi, do time brasileiro. O jogador chorou ao desabafar na entrevista após o jogo, cobrando respostas da Conmebol ao caso.

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O assunto foi pauta na edição desta sexta-feira (7) do Jogo Aberto. A apresentadora Renata Fan criticou a “impunidade no futebol para o crime de racismo” e cobrou medidas, lembrando que as autoridades civis do Paraguai e esportivas da América do Sul podem identificar o responsável pelos ataques com base nas imagens da transmissão do jogo.

“Essa manifestação com lágrimas, com raiva, querendo realmente buscar uma punição, ela é corretíssima, ela é necessária. Porque toda vez é a mesma coisa: a CBF emite uma nota, a Conmebol emite uma nota. Aí, além de ofensas, além de passar pelo constrangimento, essa pessoa (responsável pelos ataques) estava com uma criança no colo. Depois, os jogadores ainda sofreram cusparadas”, lembrou Renata.

“O cara está lá trabalhando, exercendo seu papel, fazendo gols, jogando no time pelo qual ele é federado, do qual ele recebe salário e ele honra a camisa. Aí você vai para o Paraguai, está disputando a Libertadores sub-20, e (a imagem) passou na frente de todo mundo? Com um monte de câmeras? Está muito claro quem é. Que lei do país? A Conmebol tem que excluir um torcedor desse, não poderia nunca mais entrar numa competição da Conmebol. Tinha que estar para banido.”

O tom foi semelhante ao de Ronaldo Giovaneli. O ex-goleiro cobrou iniciativas da política nacional para combater os casos de racismo no futebol brasileiro.

“É revoltante, né? E o Luighi ainda falou de estar numa fase da base em que está aprendendo agora, aí vem um rapaz, não sei o que tinha na cabeça, segurando uma criança ainda... Eu peço aqui para as autoridades. A gente tem que contar com o nosso presidente, com os senadores, com direita, esquerda, centrão”, pediu.

“Está na hora de acabar com isso. Se ninguém quer fazer nada, nós temos que fazer isso. É revoltante ver um menino nosso, fora do nosso país, que foi trabalhar lá e foi afrontado. Afrontaram nosso país, afrontaram nossa hombridade, a nossa alegria que é o futebol e a nossa cria, que são nossos meninos. Tem que ser respeitado. Espero que alguém faça alguma coisa, é urgente”, acrescentou o comentarista.