O clima ao redor de Luis Zubeldía no São Paulo poderia muito bem ser o de uma montanha-russa: altos e baixos, gritos, aplausos e, claro, muitas emoções. Enquanto uma parte da torcida pede sua saída, a outra canta mais alto e banca a permanência do argentino. A imprensa, por sua vez, acompanha o embalo — ora crítica, ora elogio.
Na vitória por 2 a 0 sobre o Libertad, no Paraguai, Zubeldía entrou para a história do Tricolor ao igualar José Poy como o treinador com a maior sequência invicta da história do clube na Libertadores. Um feito que coloca seu nome ao lado de lendas do Morumbi. Com elenco limitado por lesões — sem Lucas, Oscar, Calleri e Pablo Maia —, o treinador tem se virado como pode. E, por enquanto, tem dado certo.
“O São Paulo jogou muito bem, soube sofrer”, analisou Cicinho no Jogo Aberto. “O Rafael foi um paredão nos momentos de dificuldade. A sabedoria do treinador apareceu: colocou o Lucas Ferreira no segundo tempo, e o menino mudou a cara da partida.” Para ele, o futebol é feito de momentos: “Esquece amanhã e vive hoje.”
Zubeldía segue invicto tanto na Libertadores quanto no Brasileirão 2025. E mesmo sem ainda convencer plenamente, tem entregado os três pontos. Seja para calar os secadores ou apenas para manter o trenzinho nos trilhos, o argentino vai se agarrando ao presente e construindo, jogo a jogo, seu espaço no São Paulo.
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