
Neymar, atacante do Santos
Raul Baretta / Santos
Resumo
O jornal Diario Sport descreve a carreira recente de Neymar como uma "radiografia de um fracasso", mencionando seu declínio desde 2023 com lesões e problemas no clube Al Hilal, culminando em um retorno desanimador ao Santos.
Neymar sofreu uma lesão grave em 2023 e jogou poucas vezes pelo clube, que pagou 90 milhões de euros por sua transferência. A relação deteriorou-se, especialmente após comentários do técnico Jorge Jesus, resultando na rescisão do contrato em 2025.
Após voltar ao Santos, Neymar enfrentou novas lesões musculares e não conseguiu recuperar a forma física ou técnica, gerando dúvidas sobre sua capacidade de jogar em alto nível e sua continuidade no futebol profissional.
O jornal espanhol Diario Sport publicou nesta sexta-feira (17) uma análise sobre Neymar, abordando o momento do jogador nos últimos dois anos — do auge da expectativa no Al Hilal ao retorno sem brilho ao Santos. A publicação afirma que o camisa 10 “já não pode render no alto nível” e define sua trajetória recente como “radiografia de um fracasso”, em referência à sucessão de lesões, conflitos e declínio técnico desde 2023.
Lesões e frustração no Al Hilal
O texto recorda o episódio que marcou a virada negativa na carreira do atacante: a grave lesão sofrida em 17 de outubro de 2023, durante o duelo entre Uruguai e Brasil, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. O rompimento do ligamento cruzado anterior e dos meniscos do joelho esquerdo o afastou dos gramados por mais de um ano e afetou diretamente o projeto bilionário do Al Hilal, que havia pago 90 milhões de euros ao PSG para contratá-lo.
Segundo o Sport, Neymar jogou apenas sete partidas oficiais pelo clube saudita, somando um gol e três assistências em 431 minutos. A publicação classifica a passagem como “catastrófica esportiva, social e financeiramente”, destacando que o investimento só se sustentou graças ao poder econômico da liga local.
Choque com Jorge Jesus e saída antecipada
A crise no Al Hilal atingiu o auge em janeiro de 2025, quando o técnico Jorge Jesus confirmou que o atacante não seria inscrito na liga saudita. “Neymar já não pode render ao nível a que estávamos acostumados”, afirmou o português, em frase reproduzida pelo jornal como símbolo do desgaste entre atleta e clube. Pouco depois, a rescisão de contrato foi formalizada, encerrando a passagem do brasileiro pelo Oriente Médio.
A publicação acrescenta que o próprio staff de Neymar intermediou o retorno ao Santos, visto como uma tentativa de recomeço em meio à pressão por reencontrar a forma física e reconquistar espaço na Seleção Brasileira.
Retorno ao Santos e novas preocupações
De volta à Vila Belmiro, Neymar foi recebido como ídolo, mas não conseguiu embalar. O Sport aponta que a empolgação inicial deu lugar à preocupação com a sequência de problemas musculares, que o tiraram de campo por longos períodos. O camisa 10 acumula três lesões desde março e não disputa uma partida desde setembro, o que põe em dúvida sua continuidade no clube e suas chances de disputar o Mundial de 2026.
“Há um crescente desencanto decorrente da incapacidade física de Ney em manter a consistência, somado à sua atitude arrogante e indulgente”, descreve o texto, que também critica o estilo de vida do jogador durante a recuperação, mencionando viagens, compromissos comerciais e ausência de foco.
“Radiografia de um fracasso”
O Diario Sport resume o atual momento do brasileiro como o mais desafiador da carreira. Aos 33 anos, o atacante convive com dúvidas sobre o futuro e a própria capacidade de retomar o protagonismo que o consagrou no Santos, no Barcelona e no PSG. “Neymar segue no poço. E, cada vez mais, são menos os torcedores que acreditam em sua recuperação física e mental para jogar um futebol de alta exigência”, conclui o texto.

