
Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Cesar Greco/Palmeiras
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, participou de um evento na cede da CBF, realizado na segunda-feira (26), e abriu o jogo sobre a reunião que debateu a criação de uma liga de clubes no futebol brasileiro.
Sem papas na língua, a mandatária alviverde disparou duras críticas contra a Libra (Liga do Futebol Brasileiro) e a FFU (Futebol Forte União), apontando que as organizações não conseguirão unificar os times.
Para Leila Pereira, o ego das instituições impede um consenso de mercado e, por isso, o comando e a unificação da liga nacional só vão acontecer se houver a intervenção direta da confederação.
"É a única solução. Eu não acredito nessas ligas como a Libra, como a FFU. Não vão conseguir a união dos clubes para que realmente se forme uma liga única em prol do futebol brasileiro. Então, eu acho essa mediação da CBF muito importante", cravou a presidente do Palmeiras.
Ideias para melhorar o futebol brasileiro
Apesar do ceticismo em relação aos blocos de clubes, Leila revelou que o encontro promovido pela entidade máxima do futebol nacional foi extremamente produtivo.
A dirigente revelou que a CBF apresentou tópicos cruciais para a valorização comercial do produto campeonato, focando em melhorias imediatas:
- Padronização: Uniformidade nos horários e na organização geral de todos os jogos.
- Infraestrutura: Melhorias urgentes nas condições gerais e estrutura dos estádios.
- Combate à violência: Ações severas de segurança para garantir que as famílias brasileiras voltem a frequentar as arquibancadas com tranquilidade.
- Atenção aos clubes: A CBF vai distribuir um documento oficial para que as diretorias de todos os clubes enviem suas opiniões e sugestões sobre esses temas.
Crítica aos horários dos jogos
Outro ponto que esteve no centro dos debates da reunião e que foi destacado pela mandatária palmeirense envolve a grade de programação das partidas. Leila Pereira criticou de forma direta os jogos agendados no início da noite durante os dias úteis.
"Eu acho que alguns horários são muito difíceis para os torcedores. Os horários das 19h, eu acho horários difíceis, mas eu vou conversar com meus profissionais para que a gente tenha um pensamento mais homogêneo, pensar melhor o que seria melhor para os nossos torcedores e para os telespectadores, que é importante também", explicou a presidente.
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