
Leila Pereira, presidente do Palmeiras
REUTERS/Marcelo Machado De Melo
Resumo
Reunião do Conselho Deliberativo contou com a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, reafirmando o interesse em disputar um terceiro mandato consecutivo e defendendo a legitimidade da mudança estatutária necessária, ao rebater críticas de que seria um "golpe".
Exemplo do Real Madrid foi utilizado por Leila para justificar a permanência prolongada no cargo, além de apontar contradições dos conselheiros vitalícios que exigem alternância na presidência, mas mantêm seus próprios cargos permanentes.
Candidatura de Leila em 2027 depende de 151 votos no Conselho Deliberativo, dos quais ela possui cerca de 120 aliados e busca apoio de membros neutros e influentes, como Mustafá Contursi; aprovação permitiria que comandasse o clube até 2030.
Em reunião com o Conselho Deliberativo na última terça-feira, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, reafirmou o desejo de disputar um terceiro mandato consecutivo. A dirigente rebateu as críticas de que a mudança estatutária necessária para sua permanência seria um "golpe", argumentando que alterações previstas nas regras do clube e ratificadas por sócios são legítimas.
Para sustentar sua tese, Leila usou o Real Madrid como exemplo, citando a longevidade de Florentino Pérez no cargo. "A questão de alternância de poder não ocorre lá. O presidente está há quase 20 anos. O Real Madrid é um clube 'pequeno' e 'nada vitorioso'?", ironizou a empresária. Ela também apontou uma contradição entre os críticos: questionou por que conselheiros vitalícios defendem a alternância de poder na presidência, mas mantêm seus cargos permanentes no conselho.
Para viabilizar a candidatura em 2027, Leila precisa de 151 votos (maioria simples) no Conselho Deliberativo antes de levar a proposta à Assembleia Geral de sócios. Atualmente, ela conta com cerca de 120 aliados e busca o apoio de membros neutros e de figuras influentes, como o ex-presidente Mustafá Contursi. Se aprovada, a mudança permitiria que Leila comandasse o clube até 2030.

