Resumo
Lucas Moraes tornou-se o primeiro piloto brasileiro a vencer o campeonato mundial de Rally-Raid.
Em entrevista exclusiva ao Band Esporte Clube, Moraes expressou a emoção de ser comparado a lendas do automobilismo brasileiro como Senna, Piquet e Fittipaldi, e ainda está se acostumando com o título de campeão mundial.
Após o título, Lucas Moraes anunciou sua transferência para a equipe Dacia, do grupo Renault, em 2026, destacando que a mudança foi planejada antes da vitória e motivada pelo desejo de aprendizado e crescimento profissional ao lado de pilotos renomados.
O Brasil tem um novo campeão mundial no automobilismo. Lucas Moraes, o primeiro piloto do país a conquistar o título máximo do Rally-Raid, revelou em entrevista os bastidores de sua conquista histórica e seus planos para o futuro. Ainda processando o feito, Moraes falou sobre a honra de entrar para o panteão dos heróis do esporte a motor e o drama mecânico que quase lhe custou o título.
Moraes admite que a ficha não caiu completamente e que ainda ‘tenta se acostumar’ com a conquista. "Quando você fala 'campeão mundial', é bem forte ainda para mim", confessou.
O piloto ainda destacou a emoção de ver seu nome colocado ao lado das maiores lendas do automobilismo brasileiro. “Toda vez que o seu nome é mencionado na mesma frase, no mesmo parágrafo de um Senna, de um Piquet, de um Emerson (Fittipaldi), é incrível”, adicionou.
O futuro na Dacia
Mesmo no auge com a Toyota, Lucas Moraes já tem um novo destino para 2026: a equipe Dacia (grupo Renault). O campeão fez questão de esclarecer que a mudança não foi uma decisão oportunista pós-título, mas sim um movimento estratégico de carreira planejado com meses de antecedência.
“A decisão foi tomada já há bastante tempo. As negociações aconteceram em abril desse ano. Então não tinha nem a questão de vencer em Portugal, não tinha nem a questão de ser campeão do mundo”, explicou.
Moraes explicou que a escolha foi motivada pelo projeto da nova equipe e, principalmente, pela oportunidade de aprendizado. "A Dacia é a equipe hoje que mais investe no rally, disse, citando seus futuros companheiros, os multicampeões Nasser Al-Attiyah, Cristina Gutiérrez e Sébastien Loeb. “Ter a oportunidade de ser companheiro de equipe desses pilotos foi algo que me chamou a atenção, de continuar crescendo, de continuar conhecendo uma nova equipe e desenvolvendo", finalizou.
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