Esporte na Band

Lucas Paquetá detalha sofrimento após investigação sobre apostas esportivas

Após reta final turbulenta no futebol inglês, meia retornou ao Brasil para jogar pelo Flamengo

Da redação
DA REDAÇÃO

03/06/2026 • 10:48 • Atualizado em 03/06/2026 • 10:48

Paquetá comemora gol pelo Flamengo

Paquetá comemora gol pelo Flamengo

Gilvan de Souza/Flamengo

Antes de chegar ao Flamengo, Lucas Paquetá e sua família passaram por dias difíceis na Inglaterra. Enquanto jogava pelo West Ham, time de Londres, o meio-campista foi acusado por supostamente ter envolvimento com apostas esportivas.

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Em 2024, a FA (Associação de Futebol da Inglaterra) iniciou uma investigação após o meia ter supostamente violado uma regra ao “influenciar diretamente o progresso, a conduta ou qualquer outro aspecto”.

No ‘Convocadas’, série do Globoplay que relata o dia a dia das esposas dos jogadores que vão para a Copa do Mundo, o jogador relembrou como foram os dias em que viveu com a acusação. Segundo ele, as acusações afetaram seus relacionamentos pessoais.

“Era uma coisa que me afetava mais profissionalmente, mas que acabava afetando totalmente a nossa relação. Era difícil dar um sorriso, brincar com as crianças. Isso me matava. Esse momento machucou muito — revelou o jogador, absolvido em julho de 2025”, disse Paquetá.

Na época, Paquetá vivia um grande momento no futebol inglês e tinha entrado no radar do Manchester City, comandado por Pep Guardiola, mas com o processo em andamento as negociações foram encerradas.

“Ele perdeu a chance de ir para o time dos sonhos dele. O sonho dele era jogar no Manchester City. Isso mexeu muito com a cabeça dele. As pessoas podem até ter noção do quanto foi ruim, mas eu e o Lucas sempre falamos que ninguém vai saber o que a gente passou. Ninguém nunca vai entender. Nem as pessoas mais próximas conseguem ter dimensão do que sentíamos todos os dias”, contou Duda Fournier.

Em 2025, após uma análise de 314 páginas, uma comissão independente concluiu que não havia provas que sustentassem a tese de manipulação. O relatório apontou que os padrões de apostas eram “inconsistentes com manipulação de resultados” e que o caso parecia se tratar da “transmissão aleatória de supostas informações privilegiadas” no Brasil.