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Paraná registra 863 acidentes com serpentes em 2025

Calor e umidade elevam risco no verão, principalmente em áreas rurais, trilhas e atividades agrícolas

Da redação
DA REDAÇÃO

12/01/2026 • 16:42 • Atualizado em 12/01/2026 • 16:42

Paraná registra 863 acidentes com serpentes em 2025 e alerta para o verão

Paraná registra 863 acidentes com serpentes em 2025 e alerta para o verão

Emanuel Marques da Silva/SESA

O Paraná registrou 863 acidentes com serpentes em 2025, segundo dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). O órgão alerta para a tendência de aumento das ocorrências durante o verão, período em que calor e umidade favorecem a atividade desses animais.

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A maior parte dos casos ocorreu na zona rural, que concentrou cerca de 80% dos registros no último ano. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Números dos últimos anos

O levantamento da Sesa aponta que o número de acidentes se mantém elevado nos últimos anos. Em 2023, foram registrados 910 casos, enquanto em 2024 o total chegou a 918. Em 2025, até o momento, os dados indicam 863 acidentes, sendo 680 na zona rural, 171 na área urbana e 12 na zona periurbana.

Cerca de 70% das vítimas são homens, e aproximadamente 53% dos casos envolvem pessoas entre 15 e 49 anos, faixa etária que concentra a maior parte da força de trabalho.

Tipos de serpentes envolvidas

De acordo com a Sesa, 85% dos acidentes são provocados por serpentes do gênero Bothrops, como jararaca, urutu, jararacuçu, cotiara e caiçara. Outros 12% envolvem o gênero Crotalus, a cascavel, e 3% são causados por serpentes do gênero Micrurus, a coral verdadeira.

Prevenção é principal forma de proteção

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destaca que o Governo do Paraná tem investido na capacitação das equipes e na estrutura da rede de atendimento, mas reforça que a prevenção é fundamental.

“As ações, desde o alerta preventivo até a manutenção da rede do Centro de Informação e Assistência Toxicológica e o treinamento das equipes, garantem que o cidadão tenha o suporte necessário, contribuindo diretamente para a segurança e a sobrevida em casos de acidentes graves”, afirma.

Segundo a Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, o uso de botas de cano alto ou perneiras de couro pode evitar cerca de 80% dos acidentes, especialmente em atividades em matas, trilhas, jardins e na agricultura. O uso de luvas de couro é recomendado para o manuseio de folhas secas, lenha, palhas e materiais acumulados.

A orientação também é manter quintais e terrenos limpos, evitando acúmulo de lixo, entulho e mato alto, que podem atrair roedores, principais presas das serpentes.

O que fazer em caso de picada

Em caso de acidente, a recomendação é lavar o local com água e sabão, manter a vítima em repouso, hidratada e procurar atendimento médico o mais rápido possível. Sempre que possível e com segurança, levar uma foto do animal pode ajudar na identificação e na escolha do soro adequado.

Não se deve fazer torniquete, cortes ou sucção no local da picada, nem aplicar substâncias caseiras. Também é contraindicado o consumo de bebidas alcoólicas.

Rede de atendimento no Paraná

O Paraná conta com 225 serviços de saúde de referência para atendimento de acidentes com animais peçonhentos, distribuídos nas 22 Regionais de Saúde, com soro antiofídico disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos, em Curitiba, mantém um serpentário com cerca de 350 animais para a produção de plasma hiperimune, utilizado na fabricação de soros.

Para orientações, a população pode entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná (CIATox/PR) pelos telefones:

0800 0410 148

Londrina: (43) 3371-2244

Maringá: (44) 3011-9127

Cascavel: (45) 3321-5261