
Mbappé durante a Copa do Mundo de 2026
REUTERS/Carlos Barria
Na manhã desta segunda-feira (27), Kylian Mbappé fez um pronunciamento por meio de suas redes sociais para falar sobre a Copa do Mundo de 2026, na qual a França ficou na 4ª posição.
O camisa 10 classificou o mês como ‘emocionante’ e relatou a tristeza em não ter conseguido fazer com que a França conquistasse o tricampeonato.
‘Um mês de emoção. De superar nossos próprios limites. Do orgulho de vestir as cores da França. Não estamos trazendo um troféu coletivo para casa. Isso dói, e vai doer por um tempo. Não vou fingir o contrário. Mas nem sempre podemos escolher como uma história termina. Podemos, sim, escolher o que colocamos nela, e nós entregamos tudo. Disso podemos nos orgulhar.’, disse.

Mbappé e Deschamps após derrota da França para a Inglaterra
Crédito: REUTERS/Marco Bello
Mbappé foi o artilheiro da Copa do Mundo com 10 gols, se tornando também o maior goleador da história da competição, com 22 bolas nas redes em apenas três edições disputadas.
Entretanto, o craque alegou que gostaria de ter conquistado o prêmio de chuteira de ouro juntamente com o título mundial.
Tenho orgulho de ter conquistado a Chuteira de Ouro, mas ela significaria muito mais se viesse acompanhada da Copa do Mundo. Talvez devêssemos ter dado a vocês um final melhor.

Mbappé marcou seu 22º gol em Copas do Mundo contra a Inglaterra
Crédito: REUTERS/Carlos Barria
O camisa 10 agradeceu toda a torcida francesa, desde os que viraram madrugadas na França até os presentes nos estádios nos Estados Unidos. Para ele, toda a história da Seleção Francesa na Copa do Mundo foi construída pelos milhões de torcedores, e não apenas pelos jogadores.
‘E vocês nunca deixaram de acreditar em nós. Nem nos momentos mais difíceis. Nem mesmo quando menos merecíamos. Essa história foi escrita por milhões de mãos, não apenas pelos onze em campo, todos movidos pela mesma paixão.’, relatou.
Por fim, Mbappé comentou sobre o resultado francês na Copa do Mundo, mas já pensando no futuro.
‘Esta Copa do Mundo chegou ao fim, mas a história continua. Haverá outros jogos, outras noites de verão e de inverno em que voltaremos a nos reunir por causa deste mesmo esporte, com a mesma emoção de sempre. Nossa jornada juntos está longe de terminar.’, finalizou.
A França chegou, ao menos, na semifinal das últimas três edições da Copa do Mundo. Em 2018, conquistaram o segundo título mundial. Já em 2022, ficaram com o vice-campenato após perderem para a Argentina nos pênaltis. E em 2026, o 4º lugar ao ser eliminada na semifinal para a Espanha e perder a disputa de terceiro lugar para a Inglaterra por 6 a 4.
Confira o pronunciamento completo
'Um mês de emoção. De superar nossos próprios limites. Do orgulho de vestir as cores da França. E, acima de tudo, de paixão: a mesma paixão que nos impulsiona dentro de campo e que move vocês, estivessem assistindo de casa ou torcendo nas arquibancadas. Foi isso que vivemos juntos. Uma história incrível.
Não estamos trazendo um troféu coletivo para casa. Isso dói, e vai doer por um tempo. Não vou fingir o contrário. Tenho orgulho de ter conquistado a Chuteira de Ouro, mas ela significaria muito mais se viesse acompanhada da Copa do Mundo. Talvez devêssemos ter dado a vocês um final melhor. Mas nem sempre podemos escolher como uma história termina. Podemos, sim, escolher o que colocamos nela, e nós entregamos tudo. Disso podemos nos orgulhar.
Obrigado aos meus companheiros de equipe. Sem o trabalho deles, suas corridas, seus passes, sem o espírito que nos carregou do primeiro ao último jogo, eu jamais teria marcado tantos gols. Esse prêmio pertence ao time tanto quanto pertence a mim.
Quando criança, eu sonhava em disputar uma Copa do Mundo. Apenas uma. Agora já joguei três, conquistei uma, e neste ano tive a imensa honra de ser capitão do meu país. Nunca vou esquecer isso.
Muitos de vocês ficaram acordados até tarde, alguns atravessaram a madrugada, para nos assistir jogar do outro lado do oceano. Vocês se reuniram em casa, em bares, com familiares e amigos, na França e muito além dela. Outros estiveram conosco nos estádios, envoltos na bandeira francesa. Crianças com estrelas nos olhos. Homens e mulheres de todas as origens e de todas as gerações, unidos pela simples alegria de compartilhar esse momento.
E vocês nunca deixaram de acreditar em nós. Nem nos momentos mais difíceis. Nem mesmo quando menos merecíamos. Essa história foi escrita por milhões de mãos, não apenas pelos onze em campo, todos movidos pela mesma paixão.
Eu já disse ao Didier tudo o que precisava dizer. Ele sabe. Obrigado a ele, a toda a sua comissão técnica, aos fisioterapeutas, aos cozinheiros, aos preparadores físicos, aos motoristas e a todos que trabalharam nos bastidores, pessoas que ninguém vê, mas sem as quais nada disso teria sido possível. E obrigado também a todos que nos receberam e nos apoiaram pelos Estados Unidos.
No fundo, o futebol continua sendo apenas um jogo. Um jogo que levamos muito a sério, ao qual dedicamos uma vida inteira tentando dominar, mas que, ainda assim, se resume ao mesmo de quando começamos a jogar: uma bola, um gol e o desejo de marcar. É por isso que ele nos une da maneira que une.
Esta Copa do Mundo chegou ao fim, mas a história continua. Haverá outros jogos, outras noites de verão e de inverno em que voltaremos a nos reunir por causa deste mesmo esporte, com a mesma emoção de sempre. Nossa jornada juntos está longe de terminar.
Obrigado por tudo.'
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