
Itália lamenta eliminação
REUTERS/Matteo Ciambelli
Resumo
Eliminação da Itália da Copa do Mundo após derrota nos pênaltis para a Bósnia levou o ministro dos esportes, Andrea Abodi, a pedir a demissão do presidente da Federação de Futebol, Gabriele Gravina, e exigir uma reestruturação completa.
Declarações de Abodi destacaram tristeza por uma geração inteira não ver o país em Copas desde 2014, reforçando o impacto cultural e a necessidade de renovação no futebol italiano, além de reconhecer o esforço da equipe e do treinador.
Histórico recente mostra que a Itália não se classifica para o Mundial desde 2018, acumulando eliminações traumáticas nas Eliminatórias e ampliando uma sequência negativa que contrasta com sua tradição e prestígio internacional no futebol.
Após perder para a Bósnia nos pênaltis e não se classificar para a Copa do Mundo, Andrea Abodi, ministro dos esportes da Itália, pediu, nesta quarta-feira (1), que o presidente da Federação de Futebol seja demitido.
Em discurso, Andrea Abodi exigiu uma reestruturação completa e afirmou que o entristece saber que uma geração completa ainda não viu o país na Copa. A Itália não se classifica para o Mundial desde 2018.
“Por outro lado, é inegável que não é apenas um esporte. Especialmente na Itália, onde o futebol se tornou cultura popular, um ritual comunitário e um símbolo de prestígio internacional. Entristece-me pensar que há toda uma geração de crianças e jovens que ainda não experimentaram a emoção de ver a seleção nacional jogar uma Copa do Mundo", disse.
Abodi agradece os esforços de todos que fazem parte da federação, mas reitera que a reformulação deve ser completa e que Gabriele Gravina, presidente da federação, deve deixar o cargo.
“Agradeço à equipe e ao seu treinador pelo empenho demonstrado ontem à noite, mas está claro para todos que o futebol italiano precisa ser reconstruído e que esse processo deve começar com a renovação da liderança da FIGC. O governo demonstrou concretamente, nos últimos anos, seu compromisso com todo o movimento esportivo italiano”, explicou.
O ministro destaca que os atletas italianos dão satisfação em diversas modalidade e que a Itália "precisa voltar a ser a Itália, inclusive no futebol mundial".
Quando a Itália disputou a última Copa do Mundo
A Itália vive um dos períodos mais difíceis de sua história recente no futebol. Tradicional presença em Copas do Mundo, a seleção europeia acumula eliminações nas Eliminatórias e amplia uma sequência negativa que contrasta com o peso de sua camisa no cenário mundial.
Para encontrar a última participação da Azzurra no principal torneio de seleções, é preciso voltar ao ano de 2014. Na ocasião, o Mundial foi disputado no Brasil, e a equipe italiana chegou cercada de expectativa após campanhas competitivas em torneios anteriores. No entanto, o desempenho dentro de campo ficou abaixo do esperado.
Inserida no Grupo D, ao lado de Uruguai, Costa Rica e Inglaterra, a Itália começou com vitória sobre os ingleses, em um jogo equilibrado. A derrota para a Costa Rica complicou a situação, e o revés diante do Uruguai confirmou a eliminação ainda na fase de grupos.
A queda precoce marcou uma mudança de rota para a seleção italiana. Desde então, as campanhas seguintes nas Eliminatórias passaram a ser marcadas por dificuldades. Em 2018, a equipe não conseguiu vaga após perder a repescagem para a Suécia. Quatro anos depois, a eliminação veio de forma inesperada, em derrota para a Macedônia do Norte, novamente em confronto decisivo.
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