Esporte na Band

"Mirassol da Champions"? Veja 15 curiosidades sobre o Bodo/Glimt

Time norueguês também está em uma cidade pequena, cresceu rapidamente e já interagiu com o clube do interior paulista

Allan Brito
ALLAN BRITO

24/02/2026 • 22:48 • Atualizado em 24/02/2026 • 22:48

Bodo/Glimt eliminou a Inter de Milão

Bodo/Glimt eliminou a Inter de Milão

REUTERS/Claudia Greco

O Bodo/Glimt surpreendeu a Europa mais uma vez, nesta terça (24), ao eliminar a Inter de Milão e chegar nas oitavas de final da Champions League. O clube norueguês é pouco conhecido, pois teve um crescimento recente, mas está cheio de curiosidades.

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O Bodo mantém o mesmo técnico desde 2017, tem um ex-Milan no elenco e conta com um ex-militar como “coach". Além disso, surgiu até uma conexão com o Brasil, uma comparação com o Mirassol.

Nas redes sociais existe a brincadeira de que o Bodo é o “Mirassol da Champions”. Além da cor amarela, eles têm outros pontos em comum - estão em cidades pequenas, possuem um ótimo aproveitamento em casa, cresceram demais nos últimos 10 anos e surpreenderam times grandes.

Nesta semana, em entrevista à TNT do Brasil, um jogador do Bodo desejou sorte ao Mirassol, que retribuiu no Instagram:

Essa interação com o Mirassol está entre as curiosidades do Bodo/Glimt. Veja todas:

1. Cidade pequena: o Bodo/Glimt é da pequena cidade Bodo, que tem 52 mil habitantes. O estádio tem capacidade para apenas 8 mil torcedores - e é possível ver a aurora boreal do estádio, entre setembro e março.

2. Dificuldade para crescer: até 1971, clubes do norte da Noruega nem podiam disputar a 1ª divisão. Além da dificuldade logística, havia um preconceito. Diziam que esses clubes não tinham nível para enfrentar as equipes do Sul.

3. Primeiro chocou o país: antes de surpreender a Europa, o Bodo/Glimt impressionou a Noruega - quando os times começaram a disputar a 1ª divisão, o time foi vice-campeão, em 1976.

4. Tradição da escova: a torcida adotou a escova de dentes amarela como símbolo. Isso começou na década de 70, quando um torcedor improvisou uma escova pequena para reger os cantos. Agora virou um ícone do clube E o capitão adversário costuma receber uma escova de presente antes dos jogos.

5. Grama sintética: O Aspmyra Stadion utiliza grama artificial de última geração, pois não consegue ter grama natural - a cidade fica longos períodos sem sol. Junto com a viagem longa, os times europeus costumam ter muitas dificuldades em Bodo.

6. Ascensão meteórica: até 2018, o Bodo disputava a segunda divisão norueguesa. Após o acesso, revolucionou o futebol do país com um modelo de gestão eficiente, conquistando os títulos nacionais de 2020, 2021, 2023 e 2024, quebrando a hegemonia do sul. Não há mistério: o clube se profissionalizou em todos setores, apostou em desenvolver talentos locais, aumentou a identificação e deu continuidade ao técnico.

7. Técnico longevo: Kjetil Knutsen está no comando desde 2017. Sua rotina é de dedicação total: mora a apenas 100 metros do estádio e, como sua família vive em Bergen, a quase 1.000 km de distância, Knutsen dedica quase 24 horas do dia ao clube.

8. Identidade nacional: o clube prioriza o "produto local". Na histórica vitória por 3 a 1 sobre a Inter de Milão, 9 dos 11 titulares eram noruegueses. E 5 deles foram revelados no Bodo.

9. Sucesso continental: com esse crescimento nacional, logo o Bodo impressionou a Europa: primeiro chegou às quartas da Conference League, em 2022; depois foi às semifinais da Liga Europa, em 2025; e por fim, agora eliminou a Inter de Milão e está nas oitavas da Champions.

10. Cofre cheio: o sucesso esportivo inflou as finanças. Na temporada passada, a receita foi de 30 milhões de euros. Em 2026, apenas a classificação para as oitavas da Champions League rendeu mais 12 milhões de euros em premiações.

11. Início de 2026 impecável: em um calendário atípico, o time disputou poucos jogos oficiais no início deste ano. No entanto, o aproveitamento é de 100% contra potências: foram quatro vitórias em quatro jogos, derrotando Manchester City, Atlético de Madrid e Inter de Milão (duas vezes).

12. O bom filho à casa torna: maior destaque do time, Jens Petter Hauge nasceu em Bodo e foi revelado pelo clube. Após passagens por gigantes como Milan e Eintracht Frankfurt, o atacante da seleção norueguesa voltou para casa em 2025 e virou o artilheiro da equipe na Champions League.

13. Dinastia: O capitão Patrick Berg carrega o DNA do clube no sangue. Ele é o 3º da família que brilha no Bodo/Glimt: o pai, Runar, e o avô, Harald, também são ídolos históricos.

14. Coach?: o time tem um profissional que cuida da preparação mental, mas não tem formação de psicólogo. Bjorn Mannsverk é um ex-piloto militar que ajudava alguns jogadores inicialmente. Com o tempo, isso deu certo e ele já desenvolveu uma metodologia mental para todo o elenco. O foco é não ter medo em campo.

15. Conexão amarela: em 2026, surgiu a amizade improvável com o Mirassol. Por compartilharem a cor amarela e o status de "sensações", os clubes trocaram incentivos. Uniram o interior paulista ao Círculo Polar Ártico.