Esporte na Band

STJD denuncia Mirassol por caos em jogo contra o Bahia e clube corre riscos

Invasão de campo, uso proibido de telão e falha de segurança podem custar perda de mando e multas pesadas ao clube paulista no tribunal

Da redação
DA REDAÇÃO

14/04/2026 • 09:47 • Atualizado em 14/04/2026 • 09:55

Resumo

O duelo entre Mirassol e Bahia foi marcado por confusão após o segundo gol baiano, resultando em denúncia do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o clube paulista por infrações disciplinares, invasão de campo e cenas de descontrole, podendo gerar punições severas como interdição do estádio.

A denúncia inclui invasão do gramado por integrantes uniformizados do Mirassol para intimidar a arbitragem, expulsão do técnico Rafael Guanaes e do meia Carlos Eduardo, uso indevido de tablet para protestos e exibição repetida de lance polêmico no telão, interpretada como incitação à desordem pelos torcedores.

A falta de segurança obrigou a arbitragem a permanecer no campo por 35 minutos sob escolta policial, e o Mirassol pode sofrer perda de mando de campo, multas financeiras, interdição do estádio e punições individuais, aguardando julgamento oficial do STJD para definição das penas.

O duelo entre Mirassol e Bahia, realizado no último sábado (11), terá um novo capítulo, desta vez nos tribunais. O clube paulista foi oficialmente denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido a uma série de infrações disciplinares e cenas de descontrole registradas após o apito final. O cenário de confusão, motivado pela contestação ao segundo gol baiano, pode gerar punições severas, incluindo a interdição do estádio.

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Invasão, expulsões e uso indevido de telão

A denúncia do STJD aponta que integrantes uniformizados do Mirassol invadiram o gramado para intimidar a equipe de arbitragem com xingamentos após a definição do triunfo do Bahia.

O clima de hostilidade resultou nas expulsões do técnico Rafael Guanaes e do meia Carlos Eduardo. Relatos oficiais citam ainda protestos acintosos e o uso de um tablet para confrontar o árbitro, que saiu de campo escoltado por 13 policiais.

Um dos agravantes foi a utilização do telão do estádio. O Mirassol exibiu repetidas vezes o lance polêmico do gol do Bahia, prática proibida pelo regulamento da CBF. Segundo o STJD, o ato foi interpretado como incitação à desordem, inflamando os torcedores contra os juízes.

Mirassol e Bahia teve jogo tumultuado. Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

Mirassol e Bahia teve jogo tumultuado. Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

Falta de segurança e saída sob escolta

A situação estrutural também preocupa. A arbitragem ficou "refém" no gramado por cerca de 35 minutos devido à falta de efetivo policial suficiente para garantir uma saída segura. A escolta só foi possível após a chegada de reforços, impedindo que os árbitros utilizassem o vestiário ou finalizassem os relatórios no local por questões de segurança.

O que o Mirassol pode sofrer?

Enquadrado em diversos artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o Mirassol enfrenta uma lista de possíveis sanções:

  • Perda de mando de campo: de 1 a 10 partidas longe de seu estádio;
  • Multas financeiras: valores que podem chegar a cifras elevadas;
  • Interdição do estádio: proibição de receber jogos até que a segurança seja comprovada;
  • Punições individuais: suspensões para jogadores, comissão técnica e dirigentes.

Entenda o estopim da revolta

O caos teve início na reta final da partida, quando o Mirassol reclamou de uma falta no atacante Negueba na origem da jogada que resultou no segundo gol do Bahia.

A paralisação durou cerca de dez minutos e, mesmo após intensos protestos e uso de tecnologia à beira do campo, a arbitragem manteve a decisão, desencadeando a revolta generalizada.

O caso agora aguarda o julgamento oficial do STJD para a definição das penas.

Com informações da Estadão Conteúdo