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MotoGP no Brasil: relembre pistas que já receberam a categoria

Após 22 anos, categoria rainha do motociclismo retorna com uma trajetória de títulos e ídolos no país

GABRIEL ALBERTO

17/03/2026 • 09:54 • Atualizado em 17/03/2026 • 09:54

MotoGP no Brasil: relembre pistas que já receberam a categoria

MotoGP no Brasil: relembre pistas que já receberam a categoria

Divulgação

O Brasil volta a receber a MotoGP após 22 anos. O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, será palco da segunda etapa da temporada de 2026, entre os dias 20 e 22 de março. Além disso, o país também volta a ter um representante no grid, após a aposentadoria de Alex Barros em 2007: Diogo Moreira.

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Mais do que um evento esportivo, o retorno representa a validação de uma infraestrutura que, historicamente, sempre priorizou a segurança e a visibilidade — elementos que transformaram o Brasil, entre as décadas de 80 e 2000, em uma parada obrigatória para lendas como Wayne Rainey, Mick Doohan e Valentino Rossi.

A "Maravilha de Goiânia"

Grande Prêmio do MotoGP de 1987

Grande Prêmio do MotoGP de 1987

Crédito: Reprodução/Honda

Goiânia não foi escolhida para o retorno de 2026 por acaso; o circuito carrega o DNA da era de ouro das 500cc. Em 1987, a capital goiana estreou no calendário, consagrando Wayne Gardner.

Diferente de circuitos "travados", o Autódromo de Goiania, suas longas áreas de escape e a visibilidade quase total da pista foram o que deixaram os europeus apaixonados. Carinhosamente, a pita foi apelidada pela imprensa europeia como a "maravilha de Goiânia", sendo o único traçado que realmente atendia aos padrões de segurança exigidos pela FIM na época.

Autódromo de Interlagos

Em 1992, o Mundial fez uma incursão pelo templo do automobilismo brasileiro: Interlagos. Embora seja o coração das competições no Brasil, a relação de Interlagos com as motos sempre foi complexa. O traçado, desenhado originalmente para carros, apresentava ondulações e muros próximos que geravam críticas constantes dos pilotos.

Para o público local, a etapa foi memorável por colocar o brasileiro Alexandre Barros em evidência, terminando entre os dez melhores e provando que o país tinha talento para competir com a elite mundial.

Autódromo de Jacarepaguá

GP do Brasil de 2000, no Autódromo de Jacarepaguá

GP do Brasil de 2000, no Autódromo de Jacarepaguá

Crédito: MotoGP

O capítulo mais extenso da MotoGP no Brasil foi escrito no Rio de Janeiro. Entre 1995 e 2004, o Autódromo de Jacarepaguá tornou-se a casa fixa da categoria.

Se Mick Doohan impôs respeito nos anos 90, o início dos anos 2000 pertenceu a Valentino Rossi. O italiano transformou o Rio em seu "quintal", vencendo quatro vezes consecutivas (2000-2003). O encerramento dessa fase veio em 2004, com a vitória de Makoto Tamada.

Bônus — 1986

Antes da estreia oficial, 1986 foi decisivo para colocar o Brasil no mapa da MotoGP. Após uma corrida pré-mundial em Brasília, dirigentes ligados à Federação Internacional de Motociclismo realizaram uma vistoria discreta no autódromo de Goiânia.

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