Resumo
O Ministério Público de São Paulo denunciou três ex-dirigentes do Corinthians e um ex-funcionário por um suposto esquema de desvio de R$ 3,4 milhões entre 2018 e 2023. Atualizado, o valor chega a cerca de R$ 7,3 milhões.
Segundo a investigação, os recursos eram retirados por meio de adiantamentos para despesas de segurança sem comprovação. Os repasses eram feitos com autorização do setor financeiro e direcionados a contas ligadas a João Odair de Souza, o “Caveira”.
O MP pediu o bloqueio de bens e o ressarcimento dos valores, além de indenização por danos ao clube. As investigações continuam para apurar possível envolvimento dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves.
O Ministério Público de São Paulo denunciou, nesta quinta-feira (16), três ex-dirigentes do Corinthians e um ex-funcionário por um suposto esquema de desvio de recursos que teria causado prejuízo milionário aos cofres do clube. A investigação aponta irregularidades ocorridas entre 2018 e 2023, período das gestões de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves.
Segundo a denúncia, formalizada pelo promotor Cassio Roberto Conserino, o grupo teria desviado R$ 3,4 milhões por meio de adiantamentos para despesas de segurança que não foram comprovadas. Em valores atualizados até março de 2026, o montante chega a aproximadamente R$ 7,3 milhões.
Quem são os denunciados
Entre os principais nomes citados está João Odair de Souza, conhecido como “Caveira”. Ele atuava como motorista e assessor de segurança na gestão de Andrés e também como consultor na administração de Duílio. Além dele, foram denunciados:
- Roberto Gavioli, gerente financeiro
- Matias Antonio Romano de Ávila, ex-diretor financeiro
- Wesley Lúcio Cavalcante Melo, ex-diretor financeiro
De acordo com o MP, Caveira é acusado de apropriação indébita majorada de forma continuada. Já os demais foram denunciados pelo mesmo crime, na modalidade de omissão relevante.
Como funcionava o esquema
As investigações indicam que os valores eram liberados por meio de uma plataforma interna chamada “Central de Solicitações”. Nela, eram registrados pedidos de adiantamento sem a apresentação de documentos como notas fiscais, contratos ou recibos, o que teria facilitado o desvio de recursos.
Ainda segundo a denúncia, os repasses eram autorizados diretamente pelo departamento financeiro e transferidos para contas ligadas a Caveira, incluindo o CPF e a empresa JOS Serviços Expedientes Ltda. O MP aponta que essas operações não ocorreriam sem a anuência dos diretores responsáveis pelas contas do clube.
Possíveis desdobramentos
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicitou o bloqueio de bens dos envolvidos e o ressarcimento dos valores desviados, além de indenização por danos materiais e morais ao Corinthians. O órgão também destacou o impacto do caso na imagem e na credibilidade institucional do clube.
Paralelamente, as investigações seguem em andamento para apurar a eventual participação dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, já que parte dos saques foi classificada internamente como “adiantamentos para a presidência”.
Com Agência Estado
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

