Esporte na Band

Clubes brasileiros surpreendem e mudam narrativa do Mundial com impacto global

Palmeiras e Fluminense chegam às quartas; busca por times brasileiros dispara na Europa e prêmio bilionário redefine ambição sul-americana

Babi Fava
BABI FAVA

03/07/2025 • 15:26 • Atualizado em 03/07/2025 • 15:26

Fluminense no Mundial

Fluminense no Mundial

REUTERS/Agustin Marcarian

O Mundial de Clubes da Fifa de 2025 prometia uma nova era para o futebol global, mas o que se viu até agora superou as expectativas mais ousadas. O torneio chega às quartas de final com a hegemonia europeia colocada à prova e os clubes sul-americanos roubando a cena.

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Quem imaginaria que o Manchester City, favorito absoluto, seria eliminado pelo Al-Hilal num jogo eletrizante de sete gols? Ou que o Fluminense, com a genialidade tática de Renato Gaúcho, despacharia a Internazionale, atual vice-campeã europeia, por 2 a 0? Não foram apenas resultados surpreendentes: foram declarações de força que ecoaram no mundo todo.

Os dados da Sala Digital mostram o impacto. A busca por Botafogo, que calou o PSG na fase de grupos, subiu 2.095% na Europa. O interesse pelo Fluminense teve um salto de 4.210%. O Palmeiras também cresceu 965%, e o Flamengo, 1.115%. A narrativa de Davi contra Golias, encarnada pelos brasileiros, capturou a atenção de torcedores em mercados historicamente dominados pelo futebol europeu.

Mas o Mundial também mexe com cifras. A competição tem a maior premiação da história: US$ 1 bilhão no total. Só pela participação, cada clube recebe US$ 15,2 milhões (cerca de R$ 84,4 milhões). Palmeiras e Fluminense, já nas quartas, acumulam US$ 39,8 milhões cada. Flamengo e Botafogo, eliminados nas oitavas, levaram US$ 27,7 milhões e US$ 26,7 milhões, respectivamente.

O desempenho brasileiro vai além do caixa. É reflexo de categorias de base fortes, inteligência tática e poder de adaptação. Renato Gaúcho, por exemplo, espelhou a formação da Inter de Milão com três zagueiros e mostrou humildade para ajustar a estratégia. A persistência de veteranos como o goleiro Fábio e o zagueiro Thiago Silva comprova que experiência ainda faz diferença em campo.

Apesar dos desafios logísticos de um torneio nos Estados Unidos, que exige planejamento minucioso para minimizar o desgaste dos jogadores, a paixão sul-americana se impôs. Na comparação global, a América do Sul responde por mais de dez vezes o volume de interesse do que a Europa, segundo o Google Trends.

As quartas de final já estão definidas: o Fluminense enfrenta o Al-Hilal; o Palmeiras encara o Chelsea. A trajetória até aqui é um lembrete de que, no futebol, orçamento ajuda, mas não garante. Camisa, estratégia e entrega ainda podem mudar tudo.