
Arena do Corinthians agora se chama Neo Química Arena
Divulgação/Corinthians Twitter
Em reportagem especial para o Mundo dos Esportes, da Rádio Bandeirantes, o repórter Vinicius Batista entrevistou pessoas importantes ligadas ao processo da venda dos naming rights da arena do Corinthians, que agora se chama Neo Química Arena, e especialistas em marketing esportivo para descobrir quem fez um melhor acordo na comparação com o Allianz Parque, arena do Palmeiras.
Desde o acordo com a Neo Química como detentora dos naming rights da Arena do Corinthians, começaram as comparações com o modelo de negócio feito pelo Palmeiras e a WTorre com a Allianz. Logo na coletiva de anuncio, o presidente Andrés Sanchez já alfinetou o rival ao falar sobre a realização de eventos na Arena e falar que o Cortinhians jamais vai deixar de jogar em seu estádio por qualquer outro tipo de evento, como ocorre com o Palmeiras.
O tema ganhou ainda mais comparações devido ao tempo e o valor do contrato das duas arenas serem exatamente os mesmos, R$ 300 milhões por 20 anos. Para o ex-cartola do Corinthians Luis Paulo Rosenberg, o acordo com a Neo Química foi melhor, pelo fato de o clube ter conseguido vender os direitos em um período de pandemia e recessão.
“O Palmeiras teve uma felicidade, na verdade não foi o Palmeiras, foi a WTorre, de vender os naming rights do Allianz Parque exatamente quando o Brasil estava no auge do crescimento do período com o Lula, ainda pegando o primeiro ano da Dilma, que foi bom. No meio de uma pandemia, no pior momento da nossa história, com todo esse desanimo, com o presidente gerando uma divisão na sociedade como a gente está vendo, nós conseguimos fechar um contrato de naming rights no mesmo valor”, disse o ex-diretor de marketing do Corinthians
O economista Cesar Grafietti destaca os diferentes modelos de negócios e os valores que o Palmeiras receberia, corrigidos pelo IPCA.
“O estádio do Palmeiras foi uma concessão. Então, tem um terceiro que fez a obra, que faz a gestão do estádio e o clube se aproveita de jogar na arena de graça. No caso do Corinthians, o financiamento, a dívida, ainda que não esteja no balanço do clube, é algo relacionado a ele e precisa pagar com bilheteria do estádio e outras fontes de renda. Os R$ 300 milhões do Palmeiras, lá atrás, em 2013, eles são corrigidos pelo IPCA, pela inflação. Então, se a gente fizer uma correção desses R# 300 milhões, lá de 2013 para cá, já seria algo como R$ 420 milhões”, disse Grafietti.
Para fechar os naming rights da sua arena por R$ 300 milhões por um período de 20 anos, o Corinthians contratou a IBOP Repucom, especialista em marketing esportivo e exposição de marca e contou com um estudo em cima da arena do rival Palmeiras. Em entrevista para a Rádio Bandeirantes, o diretor executivo da empresa José Colagrossi explica os critérios da pesquisa e a comparação com a arena alviverde.
“Primeiro que é um clube de São Paulo, como o Corinthians, segundo que tem um estádio relativamente bom, como o do Corinthians, terceiro é o número semelhante de jogos e de audiência de televisão. O modelo do Palmeiras serviu para confirmar que as nossas projeções estavam correta”, afirma Colagrossi.
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