Resumo
O Supremo Tribunal da Espanha confirmou a absolvição de Neymar no caso que investigava sua transferência para o Barcelona em 2013. A Corte concluiu que não houve crime de corrupção ou fraude na negociação.
A ação havia sido movida pela empresa DIS, que alegava ter sido prejudicada financeiramente na operação. No entanto, tanto o Ministério Público quanto a Justiça espanhola consideraram que não havia irregularidades.
Com a decisão final, o processo é encerrado definitivamente, mantendo a absolvição de Neymar, seus representantes e ex-dirigentes do Barcelona.
O Supremo Tribunal da Espanha confirmou a absolvição do atacante Neymar no caso que investigava possíveis irregularidades em sua transferência para o Barcelona, em 2013. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (22), mantém o entendimento anterior da Justiça espanhola e encerra um processo que se arrastava há anos.
Segundo comunicado oficial da Corte, não foram identificados crimes de corrupção em negócios nem fraude imprópria na operação. A decisão também beneficia os demais réus do caso, incluindo familiares do jogador e ex-dirigentes do clube catalão.
Entendimento da Justiça
Na avaliação do tribunal, os fatos apresentados pela acusação não foram suficientes para comprovar irregularidades. O texto destaca que a negociação foi considerada uma decisão esportiva do Barcelona, que optou por garantir a contratação do atleta e antecipar sua chegada.
A acusação era conduzida pela empresa DIS, que detinha parte dos direitos econômicos de Neymar à época em que o jogador ainda atuava pelo Santos. A empresa alegava ter sido prejudicada por não ter recebido valores proporcionais ao montante total da transferência.
Ainda de acordo com a Corte, não houve qualquer indício de manipulação contratual que configurasse crime. O Ministério Público espanhol, inclusive, já havia retirado as acusações durante a fase final do julgamento.
Caso começou em 2015
A disputa judicial teve início em 2015, quando a DIS entrou com ação alegando que os envolvidos teriam ocultado valores da negociação para reduzir o montante a ser repassado à empresa. Um dos pontos centrais era um acordo firmado em 2011, que, segundo a acusação, teria interferido na livre concorrência entre clubes europeus.
O caso ganhou grande repercussão internacional e chegou a julgamento em 2022, em Barcelona. Na ocasião, Neymar prestou depoimento e negou qualquer irregularidade na transferência. Ao final daquele processo, a Justiça já havia absolvido todos os acusados.
Decisão final encerra processo
Com a decisão do Supremo Tribunal, fica mantida a absolvição definida anteriormente, sem possibilidade de novos recursos na Justiça espanhola. O entendimento consolida que não houve prática criminosa na negociação que levou Neymar ao Barcelona há mais de uma década.
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